IPCA de outubro fica em 0,75% ante 0,35% em setembro

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - subiu para 0,75% em outubro, mais que o dobro da taxa de 0,35% registrada em setembro. Os combustíveis foram o principal fator de alta no mês com aumento de 4,17% da gasolina e de 10,48% no álcool combustível. A gasolina teve o maior impacto individual na taxa, de 0,18 ponto porcentual e foi responsável por 24% do IPCA no mês. Os produtos alimentícios reverteram a trajetória de quedas consecutivas por quatro meses e subiram 0,27% puxados especialmente pela carne (4,2%) e pelo frango (3,9%). Outros impactos de alta foram dados pelas passagens aéreas (11,06%), ônibus urbanos (1,10%), salários de empregados domésticos (1,12%) e vestuário (0,72%). No ano, o IPCA acumula alta de 4,73% e, em 12 meses, de 6,36%. Em outubro do ano passado, a taxa havia subido de 0,44%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população, subiu 0,58% em outubro, ante taxa de 0,15% de setembro, pressionado principalmente pelos alimentos que têm mais peso nesse indicador do que no IPCA. No ano, o INPC acumula alta de 4,07% e em 12 meses, de 5,42%. Pesquisa do BC Pesquisa semanal do BC divulgada nesta semana apontou que as projeções de mercado para o IPCA deste ano subiram de 5,31% para 5,33%. Com a alta, a previsão de inflação ficou um pouco mais distante do objetivo de 5,1% perseguido pelo Banco Central em 2005. Apesar disso, o porcentual encontra-se dentro do intervalo de tolerância de 2,5 pontos porcentuais da meta central de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano.

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