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IPCA de outubro fica em 1,31%

O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) subiu para 1,31% em outubro, porcentual bem superior ao apurado em setembro, que foi de 0,72%. A taxa de outubro divulgada hoje pelo IBGE ficou dentro do intervalo de variação previsto pelo mercado, que ia de 0,95% a 1,40%. O Índice foi o maior desde julho de 2001 (1,33%). Os principais impactos na inflação do mês passado foram dados pela alta do dólar, que elevou os preços dos alimentos em 2,79% e contribuiu também para a alta de 0,88% dos produtos não-alimentícios. Os maiores reajustes foram verificados na farinha de trigo (15,28%), pão francês (6,37%) e álcool combustível (11%). O dólar contribuiu também para a elevação dos preços das passagens aéreas (11,85%). O IPCA já acumula no ano, até outubro, alta de 6,98% acima do porcentual registrado em igual período do ano passado (6,22%). Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 8,45%. O INPC teve variação de 1,57% em outubro e acumula no ano elevação de 8,06% e em 12 meses de 10,26%.DólarA gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse que os impactos do dólar sobre os preços foram disseminados na inflação de outubro. Segundo ela, as pressões ocorreram não apenas diretamente em produtos cotados na moeda americana, como trigo e soja, mas também houve impactos indiretos em todos os demais grupos. "Vários custos vão aumentando em função do dólar, como energia elétrica e combustíveis e isso vai se disseminando na inflação. Analisando os resultados de outubro é difícil distinguir o que é ou não efeito do dólar", disse Eulina. O dólar contribuiu não apenas para a elevação recorde nos preços dos produtos alimentícios em outubro, mas também para uma alta expressiva dos não alimentícios (0,88%) no mês, comparativamente ao aumento registrado em setembro nesse grupo (0,37%). Os principais aumentos no IPCA nesse caso ocorreram no álcool combustível (11%), nas passagens aéreas (11,85%) e nos cigarros (5,26%), todos sob influência do dólar.Produtos alimentícios lideram altasCinco grupos de produtos apresentaram os maiores impactos na inflação medida pelo IPCA acumulada em 6,98% no ano até outubro. Eulina Nunes dos Santos, ressaltou que até agosto o principal impacto na inflação acumulada era dado pelos preços administrados, mas desde então os alimentícios lideram a lista. O grupo dos produtos alimentícios registrou aumento de 8,62% no período, com impacto de 1,94 ponto porcentual na alta acumulada do IPCA. Os principais produtos com reajuste foram o pão francês (26,24%, impacto de 0,37 ponto porcentual na inflação total acumulada); leite pasteurizado (15,48% e 0,19 pp); óleo de soja (51,38% e 0,16 pp) e arroz (12,15% e 0,10 pp). A energia elétrica teve aumento acumulado de 17,23%, com impacto de 0,67 ponto porcentual no índice. Outras contribuições significativas foram dadas pelo telefone fixo (11,87% e impacto de 0,36 pp); ônibus urbanos (0,75% e 0,33 pp) e gás de cozinha (23,57% e 0,32 pp).Impacto maior foi sobre os mais pobresA fatia mais pobre da população sofreu os maiores impactos da pressão do dólar sobre os preços em outubro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 1,57% no mês, a maior desde dezembro de 1995 (1,95%). O INPC refere-se às famílias com rendimento de um a oito salários mínimos, enquanto o IPCA (alta de 1,31% em outubro) diz respeito às famílias com rendimento maior, de um a 40 salários mínimos. O aumento dos preços dos produtos alimentícios também foi maior no INPC (3,1%) do que o registrado no IPCA (2,79%). Eulina Nunes dos Santos, disse que os alimentos têm peso maior no INPC (30%) do que no IPCA (22,4%) e por isso a pressão do dólar sobre esses produtos acabou sendo maior para a população de renda menor.

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 09h48

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