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IPCA desacelera a 0,53% em julho ajudado por alimentos

No ano, o índice acumula alta de 4,19%; em 12 meses, variação é de 6,37%, bem próxima do teto da meta

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

08 de agosto de 2008 | 09h06

A forte desaceleração dos preços dos alimentos garantiu uma alta mais moderada do principal indicador de inflação ao consumidor do país em julho. O dado, divulgado nesta sexta-feira, 8, indica um cenário mais benigno para os preços no segundo semestre.   Veja também: Como investir seu dinheiro no período de inflação  De olho na inflação, preço por preço  Entenda os principais índices  Entenda a crise dos alimentos      O  Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a política de metas de inflação do governo, teve alta de 0,53% em julho, abaixo do avanço de 0,74% de junho e em linha com as estimativas de analistas - que esperavam variação de 0,55%, conforme pesquisa da Reuters.   A desaceleração do IPCA reflete, em boa medida, o comportamento dos preços dos alimentos, que subiram 1,05% no mês passado, metade da taxa de junho.   A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, afirmou que a desaceleração na alta dos preços dos produtos alimentícios pode estar relacionada a medidas tomadas recentemente pelo governo para conter a escalada dos reajustes de preços.   "Ainda é cedo para dizer o que aconteceu, há quem diga que é uma queda de consumo, mas há indícios de que algumas ações fizeram os preços recuarem, como a retirada de impostos sobre o trigo e o anúncio do plano da safra do ano que vem, com incentivos para os produtores agrícolas", afirmou.   Eulina citou também a safra recorde estimada em 145,3 milhões de toneladas como possível fator de contenção dos reajustes de preços. No caso do trigo, que além da retirada de impostos também registra elevação na safra, há impacto sobre importantes produtos de consumo das famílias, como pão francês, farinha de trigo e macarrão.   Segundo Eulina, ainda não é possível afirmar que o recuo na alta dos alimentos seja uma tendência. "É preciso um tempo maior para checar se é uma tendência, esses resultados tem que ser consolidados", afirmou.   Perto do teto   Apesar da desaceleração e, julho, o IPCA ainda acumula alta de 4,19% no ano. No mesmo período de 2007, o indicador acumulava avanço de 2,32%.   Nos últimos 12 meses, o IPCA subiu 6,37%, muito próximo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. A meta central é de 4,5%, com margem de variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.   O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou em abril um ciclo de aperto monetário para tentar colocar a inflação de volta na trajetória das metas já em 2009. A Selic subiu de abril a julho 1,75 ponto percentual, para 13,0% ao ano.   Analistas consultados pelo próprio Banco Central acreditam que o IPCA vai fechar o ano com variação acima do teto da meta.   Baixa renda   O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a população de renda mais baixa, registrou variação de 0,58% em julho, ante 0,91% em junho. A desaceleração no índice foi ainda maior do que a verificada no IPCA porque os produtos alimentícios têm peso maior no INPC. Os alimentos, que haviam subido 2,38% no INPC de junho, registraram alta de 1,09% em julho.   No ano, o INPC acumula alta de 4,87% e em 12 meses, de 7,56%. O INPC mede a inflação para famílias com rendimento de um a seis salários mínimos, enquanto o IPCA reflete as despesas de famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

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