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IPCA para 2009 cai de 4,32% para 4,29%, aponta Focus

Redução afasta mediana das projeções da meta de inflação para o ano, que é de 4,5%, segundo o CMN

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

31 de agosto de 2009 | 09h12

O mercado financeiro reduziu pela quinta semana consecutiva a projeção para o IPCA em 2009. Segundo a Pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central (BC), a mediana das projeções caiu de 4,32% para 4,29%, se afastando ainda mais do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%, conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Há um mês, a estimativa dos analistas para o IPCA em 2009 estava exatamente no centro da meta, em 4,50%.

 

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Para 2010, analistas mantiveram a estimativa de que o índice oficial de inflação deve fechar em 4,30%, patamar ligeiramente inferior ao observado quatro semanas atrás, quando a previsão estava em 4,35%.

 

A estimativa suavizada para os próximos 12 meses foi na contramão da previsão para 2009 e subiu de 4,02% para 4,04%. Apesar da alta, o número esperado é inferior ao registrado há um mês, quando essa previsão estava em 4,08%.

 

No grupo dos analistas que mais acertam as previsões coletadas semanalmente pelo BC, o chamado Top 5, a previsão para o IPCA em 2009 no cenário de médio prazo recuou de 4,33% para 4,23%, na segunda queda seguida. Há quatro semanas, a expectativa desse grupo para o índice em 2009 era de 4,60%. Para 2010, essas instituições financeiras mantiveram a expectativa de alta de 4,50% pela sétima semana seguida.

 

Entre todos os analistas consultados pelo BC, a mediana das previsões para o IPCA em agosto de 2009, recuou de 0,23% para 0,18%, na terceira queda seguida. Com essa sequência de reduções, a expectativa dos analistas é praticamente a metade da observada há quatro semanas, quando estava em 0,30%. Para setembro de 2009, a estimativa também recuou, de 0,25% para 0,23%. Há um mês, essa previsão era de 0,25%.

 

Ainda na mesma pesquisa, analistas mantiveram a previsão de que o IPC da Fipe deve ter alta de 4,12% em 2009, pouco abaixo do registrado quatro pesquisas atrás, quando a estimativa era de 4,17%. Para 2010, foi mantida a estimativa de alta de 4,50% pela 56ª semana.

 

IGP-DI para 2009 acentua retração de -0,57 para -0,64%

Pela 11ª semana consecutiva, o mercado financeiro reforçou o cenário de queda dos preços no IGP-DI. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das previsões para a deflação no índice em 2009 passou de -0,57% para -0,64%. Há um mês, o mercado esperava alta de 0,33% para o indicador. Para o IGP-M, a tendência foi contrária.

 

Após 16 quedas seguidas, a estimativa para 2009 teve diminuição da queda de preços e a previsão de deflação passou de -0,73% para -0,72%. Há um mês, o número apontava para leve queda de -0,01%.Para 2010, as projeções não mudaram. Para o IGP-DI, o mercado prevê alta de 4,50%, número mantido há 66 semanas.

 

Para o IGP-M, a estimativa também é de alta de 4,50%, repetida há dez pesquisas. No mesmo levantamento, analistas mantiveram a expectativa de aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - em 2009 em 4,20%, ante 4,30% de quatro semanas atrás. Para 2010, a previsão seguiu em 3,5%, contra 3,7% de um mês antes.

 

PIB para 2009 segue em -0,3%

O mercado financeiro manteve as projeções para a retração da economia em 2009, comportamento medido pelo Produto Interno Bruto (PIB). A mediana para o PIB este ano seguiu em -0,3%. Há um mês, a previsão estava em -0,38%. Para 2010, os números apontam para o crescimento econômico e analistas

mantiveram a previsão de recuperação da atividade. A mediana para o PIB do próximo ano manteve-se em +4,00%, acima das expectativas de um mês atrás, que estavam em +3,6%.

A contração da economia em 2009 deve ser liderada, na avaliação dos analistas, pelo setor industrial, cuja mediana das previsões para a atividade teve melhora, de -7,05% para -6,93%. Há um mês,

a estimativa estava em -6%. Para 2010, a previsão para a reação da atividade no segmento industrial melhorou de +5,05% para +5,1%, ante +4,5% de um mês atrás. Na mesma pesquisa, piorou a expectativa dos analistas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. No

levantamento, a mediana das previsões para 2009 subiu de 42,25% para 42,43%, ante 41,5% de quatro semanas antes. Para 2010, a previsão subiu de 40,95% para 41%, contra 40% de um mês atrás.

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