IPCA para 2016 cai de 6,40% para 6,38%

Pelo documento divulgado pelo banco Central nesta segunda-feira, 2, a mediana para o PIB em 2016 segue apontando retração de 3,49%.

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2017 | 10h32

BRASÍLIA - O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 2, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2016 caiu pela oitava semana consecutiva e passou de 6,40% para 6,38%. Há um mês, estava em 6,69%. A estimativa para o índice para 2017, ao contrário, subiu ligeiramente de 4,85% para 4,87%. Apesar da alta, o número ainda está abaixo da expectativa registrada quatro semanas atrás, quando apontava 4,93%.

No regime de metas de inflação, o centro da meta de inflação é de 4,5%, mas a margem de tolerância é de 2 pontos porcentuais (IPCA até 6,5%). Para 2017, o centro da meta também é de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual (até 6,0%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano caiu de 6,40% também para 6,35%. Para 2017, a estimativa no grupo seguiu em 4,51%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 6,60% e 4,76%.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses subiu ligeiramente, de 4,77% para 4,80% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,89%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para dezembro caiu de 0,41% para 0,39%. Um mês antes, estava em 0,55%. No caso de janeiro, a previsão do Focus seguiu em 0,59%, ante 0,62% de quatro semanas atrás.

Crescimento. Para  o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, o documento segue apontando retração de 3,49%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,43%. O dado sobre o PIB do ano passado será conhecido nas contas nacionais que serão divulgadas em março.

Para 2017, a percepção dos investidores também não foi alterada. O mercado manteve expectativa de crescimento de 0,50%, abaixo do 0,80% projetado quatro semanas antes. Nas projeções oficiais, o Ministério da Fazenda trabalha com estimativa de crescimento de 1% no próximo ano e o BC indica expansão menos intensa, de 0,8%.

As projeções para a produção industrial para 2016 ainda indicam contração da atividade, mas melhoraram pela segunda semana seguida. A queda da produção prevista para este ano passou de 6,68% para retração de 6,58%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial seguiu em 0,88%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial indicavam recuo de 6,50% em 2016 e alta de 1,05% para 2017.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano permaneceu em 45,20% - estimativa repetida pela quarta semana seguida. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram mantidas em 50,74%, ante projeção apontada um mês atrás de 50,70%. 

Juros. Com relaçãoà taxa básica de juros,  o boletim Focus mostra que a mediana das previsões para a Selic no final do próximo ano caiu de 10,50% para 10,25% ao ano. Há um mês, estava em 10,50%.

A expectativa para a Selic média em 2017, ao contrário da previsão para o fim do ano, subiu ligeiramente, de 11,53% ao ano para 11,56%. Há um mês, a mediana da taxa média projetada para o próximo ano era de 11,69%.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) no cenário de médio prazo, a expectativa não foi alterada e o grupo segue prevendo que taxa básica terminará 2017 em 10% ao ano, ante 11,25% de quatro semanas antes.

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