IPCA perde força e juros recuam

Índice de 0,15% em agosto e ata da reunião do Copom ratificaram quadro de manutenção da Selic em 8,75%

Denise Abarca, Claudia Violante e Taís Fuoco, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Os juros futuros fecharam ontem em queda, em reação ao IPCA de agosto, que registrou variação de 0,15%, abaixo da mediana das projeções dos analistas do mercado (0,17%). O indicador, o menor desde agosto de 2006, reforçou o cenário positivo para a inflação trazido pela ata do Copom, também conhecida ontem. As taxas futuras cederam, sob a percepção de que a Selic deverá permanecer em 8,75% por bastante tempo. O contrato de janeiro de 2011 terminou a 9,68%. As Bolsas no Brasil e EUA apuraram o quinto fechamento seguido em alta e nas máximas pontuações do ano. A queda acima da prevista para o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, sobre a melhora da economia note-americana e a forte demanda no leilão de T-Bond 30 anos do Tesouro fizeram o Dow Jones subir 0,84%, o Nasdaq, 1,15%, e o e S&P 500, 1,04%. A Bovespa avançou 1,08%, para 58.535,79 pontos - o primeiro fechamento nesse patamar em 2009 - , acumulando em cinco pregões ganho de 5,68%. O dólar local acompanhou a tendência da moeda no exterior e recuou. No balcão, a moeda caiu 0,82%, para R$ 1,821.

FRASE

Gustavo Franco

Ex-presidente Banco Central

''Não se controla câmbio com artificialismo. Remédio é lidar com competitividade, o que passa pela redução do custo Brasil, reformas trabalhista e fiscal. É uma agenda de longo prazo''

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