IPCA pode recuar para 1,5% em fevereiro, prevê economista

O economista Luiz Roberto Cunha, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), acredita que a inflação medida pelo IPCA em fevereiro será inferior à registrada em janeiro (2,25%), ficando em torno de 1,5%, desde que não ocorra nenhum reajuste significativo nos combustíveis. Ele afirma também que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá elevar a Selic em 0,5 ponto porcentual na reunião da semana que vem para criar um "escudo monetário" frente às incertezas provocadas por uma possível guerra no Iraque.Cunha, que é membro do conselho consultivo de preços do IBGE, considerou a inflação de janeiro "alta, mas já esperada" e disse que a taxa recorde do real no mês foi provocada por uma "conjunção perversa". Essa conjunção, segundo o economista, reuniu reajustes nos combustíveis, nos ônibus urbanos em várias capitais e na energia elétrica, todos itens de forte peso no IPCA. No entanto, ele salientou que mesmo sem esses fatores pontuais a taxa estaria acima de 1%, o que ele considera "preocupante".Para Cunha, o importante agora é analisar a intensidade da queda do IPCA a partir de fevereiro. "Se a taxa ficar acima de 1,5%, pode ser um sinal de contaminação mais permanente do câmbio", disse. Cunha disse também que a trajetória da inflação neste início de ano mostra que a meta de 8,5% fixada pelo governo já pode ser considerada "longínqua".

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