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IPCA sobe mais que o esperado e fecha outubro em 0,30%

Alimentos e bebidas são os principais responsáveis pela aceleração do índice, em especial as frutas

Agência Estado e Reuters,

07 de novembro de 2007 | 09h18

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,30% em outubro, ante alta de 0,18% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, 7. A variação superou as estimativas do mercado. Analistas consultados pela Reuters esperavam uma alta de 0,20%. Os prognósticos de 36 instituições oscilaram de 0,13% a 0,25% de alta.   "Os produtos sazonais exerceram pressão sobre o índice do mês, e as frutas tiveram a maior contribuição individual", informou o IBGE em comunicado.   A inflação apurada pelo IPCA em outubro foi "mais espalhada do que nos meses anteriores, quando estava mais concentrada no leite", segundo observou a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Ela sublinhou que houve pressão dos alimentos perecíveis sobre o índice, mas também de vários não alimentícios como vestuário, remédios, gasolina e cimento.   Apesar do espalhamento, em outubro, apenas quatro itens pesquisados (feijão, batata inglesa, carnes e frutas) responderam pela metade (0,15 ponto porcentual) da inflação de 0,30% registrada no mês.   A alta do índice só não foi maior, segundo Eulina, porque o leite, vilão da inflação em 2007 entre maio e agosto, teve uma grande contribuição para conter a taxa em outubro, com recuo de 12,84%. Mesmo com a queda de 12,84% no preço do litro do leite, o grupo alimentação e bebidas voltou a subir entre setembro e outubro, acelerando a alta para 0,52%, ante 0,44%.   Os produtos não alimentícios também aceleraram a alta, de 0,11% em setembro para 0,24% em outubro, pressionados por vestuário (0,72%), gasolina (0,36%), gás veicular (1,04%), remédios (0,36%) e telefone fixo (0,11%).   O IPCA é utilizado pelo governo para balizar a política de metas de inflação. A meta do ano é de 4,5%, com margem de variação de dois pontos percentuais. No ano, o IPCA acumula alta de 3,30%. Nos últimos 12 meses, a elevação é de 4,12%. Além disso, o aumento do IPCA acumulado de janeiro a outubro (3,30%) já superou a taxa de todo o ano de 2006 (3,14%).   Não há impactos significativos já conhecidos para a inflação de novembro e a perspectiva é de continuidade de desaceleração no IPCA acumulado em 12 meses, segundo afirmou a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Segundo ela, os alimentos perecíveis, que pressionaram a inflação em outubro, não devem persistir com impacto similar em novembro, já que o retorno da chuva deve estar colaborando com a produção nas lavouras.   Além disso, de acordo com Eulina, a redução, anunciada na terça, de queda de 5,03% na energia elétrica no Rio de Janeiro, deve contribuir para conter a taxa em novembro. "As evidências não mostram que possa haver mudança na trajetória de convergência para números menores na taxa em 12 meses", disse Eulina. Em outubro, mesmo com o aumento da inflação para 0,30%, ante 0,18% em setembro, a taxa em 12 meses recuou de 4,15% (setembro) para 4,12% (outubro).   O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a população de renda mais baixa (um a seis salários mínimos), também ficou em 0,30% em outubro, acumulando alta de 3,70% no ano e 4,78% em 12 meses.   Matéria ampliada às 11h15 para acréscimo de informações

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