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Ipea acredita que ?economia está saindo do fundo do poço?

O coordenador do grupo de Acompanhamento Conjuntural do Ipea, Paulo Levy, disse hoje que "já saímos do fundo do poço". Ele observou que houve uma queda de rendimento real de 15% entre novembro de 2002 e junho, principalmente devido à alta da inflação. "Parece que isso está se revertendo. A tendência é de no segundo semestre começar a ter uma recuperação". Ele observa que o indicador Ipea mostra aumento na produção industrial de julho em relação a junho de 2003 de 1,3%. "Este dado já aponta para uma reversão da queda que tivemos na produção industrial no primeiro semestre", afirmou. Levy observou que o indicador Ipea deve ficar abaixo do número da produção industrial que o IBGE divulgará amanhã. Isso porque o indicador Ipea só considera os setores de aço, papelão e veículos, deixando de fora por exemplo o setor de petróleo que cresceu 9% em julho, segundo Levy. O economista observou que o estímulo para o crescimento no segundo semestre virá da queda da inflação e da queda dos juros. "A renda do trabalho deve parar de cair e começar a se recuperar". Ele observou que a recuperação da atividade econômica, desta vez, deverá ser mais lenta do que depois das crises cambial de 1999 e de energia de 2001. Levy apontou por sua vez que o consumo das famílias foi muito atingido. O Ipea reviu a projeção para variação do consumo das famílias este ano de um crescimento de 0,2% para uma queda de 2,1%. Levy observou ainda que a expansão precisa ser feita de forma gradual por conta de restrições na capacidade produtiva, devido ao baixo nível de investimentos nos últimos anos. O Ipea trabalha com a hipótese de uma taxa de juros média no último trimestre de 20% e de uma Selic de 18% em dezembro.Palocci não comenta númerosO ministro da Fazenda, Antonio Palocci, evitou hoje comentar a revisão do PIB deste ano, de 1,6% para 0,5%, feita pelo Ipea, órgão do ministério do Planejamento, e preferiu adotar um discurso otimista quanto ao futuro da economia. "Números não se comentam; perspectivas são perspectivas", disse. Ele acredita que o País terá crescimento em 2003. "Essa é uma perspectiva muito clara, na vida real isso já está acontecendo hoje", afirmou.

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