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Ipea aponta riscos para o Brasil no cenário externo

Os principais riscos para economia brasileira no ano que vem estão no cenário internacional, principalmente nos déficits fiscal e de contas externas dos Estados Unidos. A avaliação é do diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Levy. De acordo com ele, o ajuste necessário para a economia americana requer uma coordenação internacional com valorização de várias moedas, principalmente o Yuan chinês.Segundo Levy, se a China não valorizar a sua moeda, a necessidade de valorização das outras moedas do mundo será maior e será preciso também uma maior contração da demanda nos Estados Unidos. Isso pode atingir tanto as exportações brasileiras como por outro lado pode provocar o aumento da inflação e dos juros nos Estados Unidos. "Se os juros nos Estados Unidos subirem, tendem ou a aumentar ou a cair mais devagar no Brasil", disse Levy.Ele observou que considera baixa ou média a possibilidade de turbulências internacionais desse tipo. Esse cenário de dificuldades internacionais não foi considerado na elaboração das projeções divulgadas hoje no Boletim de Conjuntura do Ipea para esse ano e o próximo. Segundo Levy, o mais provável é que as taxas de juros internas (do Brasil) caiam a partir do segundo trimestre do ano que vem.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 17h13

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