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Ipea: governo devia ter impedido valorização do dólar

A combinação de juros elevados com o real valorizado não é favorável para o crescimento sustentado do País nos próximos anos. A avaliação foi feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, após participar do seminário Perspectivas Econômicas Regionais, organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Ministério da Fazenda, com o apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado em São Paulo. Segundo ele, essa questão associada à indefinição do mercado financeiro externo trazem preocupação para o Brasil. "Essas questões podem ter impacto sobre o crescimento de economia brasileira em 2008", afirmou.Na opinião de Pochmann, o governo não deveria ter deixado o real se valorizar tanto em relação ao dólar, como está sendo visto atualmente. "Intervenções deveriam ter sido feitas antes. Agora, é mais difícil intervir nesse mercado", disse. Segundo ele, a apreciação do real e os juros elevados acabam sendo prejudiciais ao mercado doméstico porque tornam o País mais atraente do ponto de vista de recursos externos, favorecendo o ingresso de mais divisas, o que fortalece ainda mais o real."Temos de pensar na possibilidade de fazermos uma grande política para evitar esse cenário. A tributação aos investidores estrangeiros é uma opção dentro de um leque muito grande disponível para debate", exemplificou. "Não quero dizer que isso precise ser feito de fato, mas há muitos impactos negativos sobre a economia, principalmente sobre o setor industrial", ponderou. Pochmann também está no grupo dos economistas que avaliam que o Brasil não soube aproveitar a expansão comercial mundial dos últimos anos como outros países. Ele disse que este é um dos motivos pelos quais o País não liderou o crescimento econômico das últimas décadas.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

09 de novembro de 2007 | 14h10

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