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Ipea reduz projeção do PIB 2006 de 3,8% para 3,3%

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento, revisou para baixo praticamente todas as suas projeções referentes à atividade econômica do País para este ano. A previsão para o crescimento do PIB caiu de 3,8%, no boletim de conjuntura de junho para 3,3% no levantamento divulgado nesta quarta-feira. A previsão para a indústria saiu de 5,3% para 4,2%; a de agropecuária passou de 2,5% para 2,3%; a de serviços foi reduzida de 2,7% para 2,4%. O instituto baixou não só a projeção neste ano para a atividade da indústria como é captada na pesquisa do PIB como também a da produção industrial pela abordagem da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF). Neste caso (PIM-PF), a previsão para a indústria baixou de 4,5%, no boletim de conjuntura de junho, para 3,5%, no deste mês, divulgado nesta quarta.Tanto a pesquisa do PIB quanto a PIM-PF são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o conceito de indústria no PIB é bem mais amplo. Inclui, por exemplo, os serviços de utilidade pública, entre os quais o setor de energia.O Ipea divulgou projeções de crescimento para este ano por segmento com base na PIM-PF, aumentado a dos bens intermediários (de 3,3% para 3,4%) e reduzindo todas as demais: bens de capital (de 6,0% para 4,6%); bens de consumo duráveis (de 9,1% para 7,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (de 4,5% para 3,6%). A previsão para a indústria de transformação caiu de 4,3% para 3,3%. A da indústria extrativa mineral diminuiu de 8,6% para 7,1%.Exportação e importaçãoAs exportações, no conceito do PIB, que inclui além do comércio, serviços e outros itens, tiveram sua previsão reduzida de 5,3% para 4,5% em 2006, enquanto a das importações baixou de 14,7% para 14%.Apesar disso, o Ipea aumentou as previsões para exportações e importações, dentro da balança comercial. As exportações subiram de US$ 128,6 bilhões para US$ 136 bilhões. As importações subiram de US$ 88,2 bilhões, para US$ 92,4 bilhões. Uma das maiores quedas ocorreu na projeção de investimentos pelo conceito de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que passou de 7,8% para 6,0%. O consumo privado também teve sua previsão diminuída de 4,8% para 4,3%. O único item da composição de PIB cuja projeção permaneceu estável entre o último boletim e o divulgado nesta quarta foi o consumo do governo, que permanece com taxa de 1,8%. Reduções positivasA estimativa do saldo da balança comercial, porém, teve aumento de US$ 40,4 bilhões para US$ 43,6 bilhões. O saldo em conta corrente para este ano teve também sua projeção ampliada, de US$ 8,4 bilhões para US$ 10,6 bilhões.A previsão do IPCA deste ano baixou de 4,4%, no boletim de conjuntura de junho, para 3,2%, na edição que está sendo divulgada nesta quarta. A projeção para a Selic média no último trimestre deste ano foi reduzida de 14,2% para 14%. O dólar médio no último trimestre do ano também baixou, de R$ 2,30 para R$ 2,19.O diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Paulo Levy, considera que a projeção para o IPCA deste ano não é otimista. "Receio até que seja um pouco pessimista, considerando o IPCA acumulado deste ano até agora, já com os dados que saíram hoje (quarta)", disse. O economista do Ipea, Fábio Giambiagi, observou que "há quatro ou cinco meses estamos tendo uma inflação muito boa, com os núcleos do IPCA em torno de 0,2%". De acordo com ele, tudo indica que a inflação ficará mais próxima de 3% do que de 4% este ano. Ele observou ainda que os produtos comercializáveis acumulam em 12 meses uma variação de apenas 0,6%. "Parece taxa mensal", disse. Ele afirmou também que o Ipea está projetando por enquanto 4,5% para o IPCA no ano que vem, mas que pessoalmente desconfia que será mais baixo. Segundo Giambiagi, o Ipea ainda não "olhou com lupa" os números de 2007.2007O Ipea projeta para o ano que vem um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6%, maior que o de 3,3% previsto para este ano. As projeções para 2007 constam do boletim de conjuntura do Ipea, mas não foram alvo de maiores comentários na entrevista de divulgação da publicação desta quarta.As previsões para 2007 são de expansão de 2,3% na agricultura, igual à esperada para este ano; de 4,9% da indústria (no conceito do PIB, mais amplo que o da pesquisa industrial mensal e que inclui serviços de utilidade pública) e de 2,7% para serviços e comércio.Para os investimentos em construção civil e máquinas e equipamentos (Formação Bruta de Capital Fixo - FBCF), a previsão é de aumento de 6,5%, superior a de 6,0% para 2006.A variação do consumo do governo foi mantida estável em relação ao esperado para este ano, 1,8%. O consumo privado, segundo o Ipea, deve subir de 4,3% em 2006 para 4,4% em 2007. A exportação de bens e serviços, como na pesquisa do PIB, é projetada para 2007 com um crescimento de 3,7%, menor do que o de 4,5% esperado para este ano. O ritmo de aumento das importações também deve se reduzir, segundo o Ipea, de 14% para 9,6%.Já para a balança comercial - em que não são contabilizados serviços como fretes e turismo, por exemplo - o Ipea espera para 2007 exportações de US$ 143,5 bilhões e importações de US$ 103 bilhões. Seria a primeira vez que as importações ultrapassariam a marca de US$ 100 bilhões. O saldo em conta corrente esperado para o ano que vem é de US$ 6,2 bilhões, com redução diante da expectativa para este ano que é de US$ 10,6 bilhões.A projeção para a produção industrial no ano que vem, com base na pesquisa mensal do IBGE, é de 4,5% com aumento sobre a deste ano, que é de 3,5%.Segundo o Ipea, a taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 14,25%) deve passar de uma média de 14% no último trimestre deste ano para uma de 12,8% no quarto trimestre de 2007. Para o dólar, se espera que aumente em 2007 de um média de R$ 2,19 projetada para o último trimestre deste ano para outra de R$ 2,29 no mesmo período do ano que vem. Matéria alterada às 17h04 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 11h34

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