Ipea revê previsão de crescimento do PIB de 3,5% para 2,8%

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento, divulgou, em seu boletim de conjuntura deste mês, revisões de suas projeções para este ano em relação ao último boletim, de março. A perspectiva de crescimento do PIB para este ano recuou de 3,5% para 2,8%. A maior queda nas previsões foi a de investimentos, que passou de 8,3% para 4,8%, no conceito de formação bruta de capital fixo. O consumo privado deverá crescer, de acordo com as projeções do Ipea, de 3,8%, e não mais 4,3%, como havia sido previsto no boletim anterior.Já a projeção do aumento do consumo do governo subiu de 0,7% para 1%. As estimativas de crescimento da indústria, da agropecuária e dos serviços caíram para 3,7%, 3,4% e 2%, respectivamente. No boletim anterior, as projeções eram de 4,7%, 4,1% e 2,4%. A previsão do Ipea para inflação medida pelo IPCA subiu de 5,4% para 6,3%. A previsão para o câmbio também foi alterada. O câmbio médio passou de R$ 2,71 para R$ 2,60. Já o câmbio para o último trimestre agora foi estimado em R$ 2,65. A previsão para a Selic, a taxa básica de juros da economia, no último trimestre subiu de 17,4% para 19,2%.O Ipea prevê um superávit em transações correntes de US$ 11,9 bilhões no ano, ante US$ 4 bilhões no boletim anterior. O saldo da balança comercial, antes estimado em US$ 27,7 bilhões, agora está previsto em US$ 35,3 bilhões.O crescimento das exportações, tal como medido pela pesquisa do PIB, que considera também os serviços, no entanto, diminuiu em relação à última previsão para o ano, passando de 10,2% (em relação a 2004) para 9,4%. No caso das importações, a revisão foi de 18,9% para 16,6%.

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