Coluna

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Ipea troca equipe por 'alinhados'

Mudanças internas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estão provocando polêmica dentro e fora da instituição. Com a chegada do novo presidente, Márcio Pochmann, em agosto, cinco das seis diretorias já foram trocadas, a maior parte em Brasília. No Rio, toda a área de macroeconomia está sendo reformulada.Quatro economistas que divergiam do governo, principalmente na área fiscal, estão sendo desligados da instituição - conforme revelou ontem a Folha de S. Paulo -, o tradicional Boletim de Conjuntura será extinto e o Grupo de Conjuntura Econômica (GAC), que recentemente marcou presença no noticiário com previsões independentes de crescimento, diferentes das feitas pela equipe econômica, e pelos alertas sobre o crescimento dos gastos públicos no País, não poderá mais ?fazer recomendações públicas de política econômica?.Em dezembro, deixam a instituição os economistas Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho. Eles são funcionários do BNDES e o Ipea informou que o convênio de cessão vence no próximo dia sete e não será renovado. Giambiagi confirmou que deixa o Ipea, mas preferiu não comentar. Os economistas Regis Bonelli e Gervásio Rezende, especialistas em indústria e agropecuária, também deixam a casa, segundo o instituto, porque já estavam aposentados e vinham ocupando instalações da sede carioca. A questão, segundo um importante quadro do Ipea, é que os dois têm experiência de mais de três décadas no instituto e vinham trabalhando na produção de pesquisas e formação de pessoal mais novo.Na prática, saem economistas mais liberais ou neoclássicos (ortodoxos), com foco em questões fiscais, e entra um grupo que defende participação maior do Estado na economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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