Ipea: vão faltar 7,5 milhões de empregos no País este ano

O Brasil vai gerar neste ano cerca de 7,5 milhões de empregos formais a menos do que o número de trabalhadores que estão procurando emprego. Os dados constam da pesquisa "Demanda e perfil dos trabalhadores formais no Brasil em 2007", realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o estudo, as empresas devem, em 2007, gerar 1,592 milhão de novos empregos com carteira assinada, enquanto 9,134 milhões de trabalhadores procuram emprego.Mesmo ao se considerar apenas as pessoas com maior "qualificação" e experiência profissional, há um déficit de vagas no País, embora seja bem menos expressivo: 84 mil. "A quantidade de trabalhadores qualificados e com experiência profissional disponível deve-se situar em 1,676 milhão em todo o País. O saldo que resulta da demanda de emprego formal em relação à oferta de mão-de-obra qualificada atinge o montante de 84 mil indivíduos que excedem às necessidades dos postos de trabalho regulamentados", diz o documento. Trabalhador qualificado é quem tem no mínimo 8,2 anos de educação. Portanto, pessoas que ingressaram no ensino médio.De acordo com a pesquisa, a Região Nordeste é a que mais sofre com o desemprego de trabalhadores qualificados. Enquanto a oferta de trabalhadores nordestinos qualificados é de 380,9 mil, a demanda é por 245,9 mil, levando a uma sobra da ordem de 135 mil trabalhadores. No Sudeste, esse excedente de mão-de-obra qualificada é calculado em 17,9 mil, praticamente um equilíbrio entre oferta e procura.Nas Regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, o Ipea estima que há falta de trabalhadores qualificados. No Norte, esse déficit foi calculado em 29,1 mil pessoas; no Sul, em 26,3 mil e no Nordeste em 13,4 mil trabalhadores.Segundo o Ipea, o perfil de trabalhador mais procurado pelas empresas é: homem, não negro, na faixa de 31 a 37 anos, com pelo menos o ensino médio, qualificado para a área industrial e de atendimento público e com remuneração entre R$ 640,00 e R$ 1.916,00.

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