Ipem reprova 58 dos 59 extintores para carros

O Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP) da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado e vinculado ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) alerta o consumidor de que mais de 730 mil extintores de incêndio automotivos podem não funcionar em todo o Estado de São Paulo. O alerta é resultado de um trabalho que os técnicos do Ipem-SP vêm desenvolvendo há um ano junto às empresas de manutenção.Os fiscais do Ipem-SP coletaram 1.307 extintores automotivos de 1 quilo em postos de gasolina, lojas de autopeças e supermercados de todo o Estado. De acordo com o Ipem-SP, os extintores foram analisados na presença dos fabricantes. Do total de 59 empresas de manutenção fiscalizadas - 54 de São Paulo, 4 do Paraná e uma do Rio de Janeiro -, 58 tiveram seus produtos reprovados. Essas empresas reciclam extintores vencidos.O chefe da divisão técnica do Ipem-SP, Oswaldo Alves Ferreira Júnior, avalia que a situação dos extintores recondicionados em São Paulo é preocupante. "As análises realizadas provaram que a situação dos extintores recondicionados é ruim", alerta.Oswaldo informa que a diferença visual entre os extintores novos e reciclados está na etiqueta do Instituto Nacional de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro). A cor do selo de certificação do Inmetro nos extintores novos é vermelha. Já nos extintores recondicionados, o selo é azul. Outra diferença está no período de garantia. "Os extintores novos tem garantia de 3 anos e os reciclados, de 1 ano", avisa o chefe da divisão técnica do Ipem-SP.O Ipem-SP também ensaiou amostras dos dois únicos fabricantes de extintores novos no país, a Resil Comercial Industrial Ltda, de São Paulo, e a Yanes Minas Indústria e Comércio Ltda, de Minas Gerais. As duas tiveram seus extintores aprovados nos ensaios do Ipem-SP. Multas de até R$ 4,8 milAlém dos problemas de funcionamento, os técnicos ainda encontraram problemas de rendimento, tempo e tolerância de descarga, comprometendo a eficácia dos extintores. As empresas têm 15 dias para apresentar defesa ao Ipem-SP e poderão ser punidas com multa de até R$ 4,8 mil.

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