IPI da linha branca não deve ser prorrogado, diz Mantega

Incentivo fiscal a produtos como geladeira e fogão vence no fim de junho

Glauber Gonçalves e Mariana Durão, da Agência Estado,

21 de junho de 2012 | 20h07

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o governo não está planejando prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca, que vence no fim de junho. "Vencem no fim do mês os estímulos e não se está pensando em prorrogá-los. Se você está pensando em comprar geladeira ou fogão, aproveite que pode ser a última oportunidade", disse o ministro.

Ele concedeu a coletiva ao anunciar uma série de acordos com a China. O ministro ressaltou que os Brics são uma parceria que está dando certo. Segundo ele, apesar da crise, a China não diminuiu a importação de commodities do Brasil, acrescentando que, mesmo com a desaceleração, o gigante asiático continuará sendo uma das maiores economias do mundo. Mantega acrescentou que o País vê disposição da China em fazer aproximação importante com o Brasil.

Mantega também anunciou a assinatura de protocolos e acordos com a China. O plano decenal de cooperação vai implicar em um conjunto de iniciativas que garantirá a aproximação dos dois países nos campos comercial, tecnológico, cultural e agrícola.

A China hoje representa 17% do comércio brasileiro (US$ 77 bilhões) e é o principal parceiro comercial do Brasil. "Queremos uma expansão em investimentos recíprocos: de empresas chinesas no Brasil e brasileiras na China. E diversificação da pauta comercial", disse Mantega.

Entre os acordos estão contratos de leasing com a Embraer. Mantega disse que o Brasil quer a China como parceira nas áreas automotiva e de petróleo e gás, principalmente.

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