IPI maior em importado derruba vendas da Peugeot Citroën em 8,3% na AL

Em 2012, alta do imposto para veículos importados favoreceu o segmento de carros populares, mercado em que o grupo não atua

Fernando Nakagawa, correspondente da Agência Estado,

09 de janeiro de 2013 | 18h11

LONDRES - O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados no Brasil prejudicou o resultado da montadora francesa PSA Peugeot Citroën em 2012. A avaliação foi publicada no balanço anual divulgado nesta quarta-feira. Segundo a empresa, apesar de o mercado de veículos ter crescido no ano passado na América Latina, especialmente no Brasil, a Peugeot e a Citroën perderam espaço na região.

Segundo o balanço divulgado esta manhã, a demanda no Brasil puxou o mercado latino-americano de veículos em 2012, que cresceu 5,6% na comparação com 2011. Apesar disso, as vendas do grupo PSA Peugeot Citroën caíram 8,3% e as duas montadoras terminaram o ano passado com 277 mil unidades vendidas na América Latina.

"No Brasil, o imposto sobre a venda de veículos importados ajudou principalmente o segmento de veículos populares, mercado em que o grupo não tem presença", cita o balanço. Outro motivo, diz a empresa, foram as obras de ampliação da fábrica de Porto Real, no interior do Rio de Janeiro. Segundo o balanço, esses trabalhos afetaram negativamente a produção.

Entre os outros mercados, as vendas cresceram 4,4% na Argentina, 7,4% na Rússia e 9,2% na China. A expansão nesses mercados emergentes compensou a queda das vendas na Europa. Na sede, por exemplo, o faturamento caiu 13,3% em um ano. Com isso, as filiais de fora da Europa já respondem por 38% das vendas do grupo. Em 2015, a montadora quer alcançar 50% da receita fora da Europa.

Para 2013, a filial brasileira da empresa aposta as fichas na retomada do crescimento das vendas com o início da produção do modelo Peugeot 208 na fábrica do interior do Rio. A montadora também prevê reforço das vendas do Citröen C3, o que deve ajudar na melhora dos números em 2013.

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