IPI:montadoras não chegam a acordo sobre alíquota

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ainda não chegou a um consenso sobre a proposta de unificação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos. O presidente da entidade, José Carlos Pinheiro Neto, reconheceu que a reunião realizada hoje não deu resultados. "Não há acordo arredondado", disse. A proposta é que seja adotada uma única alíquota de IPI para os veículos. Hoje, os carros populares são taxados em 10% e os demais pagam 25%.Pinheiro Neto admitiu que houve recuo na adoção de um prazo para as mudanças. Em reunião anterior, o presidente da entidade havia dito que as conversas caminhavam para a estipulação de prazo de transição de dois anos. O presidente da Anfavea reconheceu ainda que o IPI único para os veículos não é do interesse de todas as montadoras. "A maioria pretende a unificação, mas não chegamos a um acordo final".Ele não quis comentar sobre a posição da Fiat - principal opositora à proposta. "O que tinha que vazar, infelizmente já vazou. Não haverá mais comentários sobre discussões internas da Anfavea", disse.O superintendente da Fiat, Gianni Coda, que seria o principal adversário da unificação das alíquotas, não estava na reunião de hoje. De acordo com a assessoria de imprensa, o executivo está na Itália, participando de reuniões de acionistas, e já havia comunicado à Anfavea sobre sua ausência.O encontro de hoje teve como fato positivo a definição de uma proposta das montadoras em relação aos três outros itens da ´reforma tributária´ do setor: alíquota única do PIS/Cofins incidente na cadeia produtiva, estruturação do IPI do frete e mudanças no sistema aduaneiro para exportação de veículos.O presidente da Anfavea disse que o consenso das montadoras sobe as três propostas será encaminhado ao secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, em reunião que será solicitada para a próxima semana.

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