Ipiranga: CVM pedirá quebra do sigilo de mais investidores

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deve pedir a quebra do sigilo bancário de outros investidores investigados por suspeita de uso de informação privilegiada na venda do grupo Ipiranga ao consórcio Petrobras/Braskem/Ultra. O presidente da autarquia, Marcelo Trindade, disse nesta terça-feira, 27, à Agência Estado, que o principal indício para a obtenção do bloqueio judicial dos recursos movimentados por quatro investidores foi o ritmo acelerado das operações. "A rapidez do movimento foi impressionante: compraram num dia para vender dois dias depois", disse Trindade. Além dos quatro, outros 22 investidores estão sob investigação. A maioria deles ainda não vendeu suas posições. Trindade não descarta a possibilidade de novos bloqueios, na CBLC ou de em contas correntes bancárias, quebra de sigilo e, até mesmo, bloqueio de bens, caso fique comprovado que algum dos investidores sob suspeita usou o lucro obtido para a compra de bens. De qualquer forma, as decisões serão, segundo ressaltou Trindade, tomadas com cautela. "Se não usarmos esses mecanismos com cuidado e moderação, vamos afastar pessoas do mercado indevidamente", comentou. Ele lembrou, ainda, que o Ministério Público, que está atuando em conjunto com a CVM no caso, tem autonomia para pedir a instauração de inquérito criminal dos envolvidos na Polícia Federal mesmo antes da conclusão do processo na autarquia.

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