Ipiranga: decisão do Cade não muda operação, diz Braskem

A petroquímica Braskem informou nesta quarta-feira, 18, por meio de nota, que já iniciou "avaliação sobre suas implicações e abrangência" da medida cautelar proferida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a pedido da Secretaria de Direito Econômico (SDE) e da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), sobre o Grupo Ipiranga. A empresa diz entender que a decisão foi motivada por "zelo". A companhia garante também que a medida cautelar não altera o processo de fechamento da operação, previsto para esta quarta, conforme divulgado em Fato Relevante de 19 de março, data em que foi oficializada a compra da Ipiranga pela Braskem, Ultra e Petrobras. Na terça-feira, o Cade determinou que as empresas adquirentes da Ipiranga garantam a reversibilidade da compra. Na prática, a medida cautelar impede a tomada de quaisquer decisões de natureza comercial ou estratégica relativas às empresas compradas. Na nota, a Braskem reafirma "sua crença de que essa operação é pró-competitiva e está alinhada com decisões anteriores do Cade, que sempre considerou que o mercado relevante para o setor petroquímico é o mercado internacional". A Braskem defende ainda em comunicado que a compra do Grupo Ipiranga representa uma "importante etapa adicional na reestruturação do setor petroquímico brasileiro que vai conduzir à melhoria da competitividade de toda a cadeia produtiva da petroquímica e dos plásticos no Brasil, criando condições para um novo ciclo de crescimento e investimento no setor".

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