Ipiranga defende reajuste de 30% para gasolina nas refinarias

A diretora-superintendente da Refinaria de Petróleo Ipiranga, Elizabeth Tellechea, afirmou hoje que seria necessário um reajuste de 30% no preço da gasolina na refinaria (cerca de 20% nas bombas de combustíveis) para que a empresa pudesse recuperar as perdas do primeiro semestre resultantes da defasagem entre os preços domésticos com relação ao mercado internacional e ainda zerar a diferença entre os dois valores.A defasagem entre o mercado interno e internacional no primeiro semestre afetou os resultados da refinaria, porque a empresa ficou impedida de repassar seus custos com importação de petróleo, já que a Petrobras, detentora de 98% do mercado, segurou seus preços, só autorizando um reajuste na última quinzena do semestre. "O reajuste da Petrobras foi insuficiente para cobrir a diferença de preços à época e sequer repôs parte das perdas", comentou.De acordo com a diretora, a redução de despesas em torno de 15% sobre o semestre anterior, o retorno de patamares de produção após 15 de junho, as maiores vendas de outros produtos reduziram o problema, fazendo com que o lucro líquido do 2º trimestre da Refinaria ficasse em R$ 22,2 milhões, compensando, através do resultado de equivalência patrimonial de R$ 37,1 milhões, o prejuízo da atividade de refino de petróleo devido à difícil situação de preços, de R$ 14,9 milhões.

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