IPO da BM&F completa ciclo virtuoso, diz Cintra Neto

Segundo presidente da BM&F, IPO da Bolsa 'é a coroação bem sucedida de um trabalho de quase dois anos'

Daniela Milanese, Ana Paula Ragazzi e Célia Froufe, da AE,

30 de novembro de 2007 | 12h47

O presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, avalia que o a oferta pública de ações (IPO) da Bolsa "completa um ciclo virtuoso, com simbolismo forte e significativo". "É a coroação bem sucedida de um trabalho de quase dois anos", afirmou nesta sexta-feira, 30, durante o discurso que antecedeu a estréia das ações da BM&F na Bovespa. Ele contou que o dia começou com um café da manhã com funcionários da BM&F. "Lá o discurso foi mais emocionado", disse. "Aqui será mais formal para não romper a lei de silêncio e também para não chorar, porque a emoção é muito grande." Cintra Neto atrelou o papel da BM&F à redução da informalidade no País. "O mercado de derivativos é uma âncora importante para a economia formal", afirmou. "Quanto maior o uso de derivativos pelas tesourarias, menor será o mercado informal." Segundo ele, foi possível perceber nos IPOs da Bovespa e da BM&F que, para cada R$ 10 bilhões realizados, R$ 2 bilhões de impostos são arrecadados. "O mercado de capitais é um caminho virtuoso sob vários aspectos." Entre a longa lista de agradecimentos, Cintra Neto citou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silvia, pela "velocidade ao tomar decisões para áreas críticas do mercado". Como exemplo, ele colocou a autorização para a participação do investidor estrangeiro nos serviços de liquidação e custódia. O presidente da BM&F seguiu o costume do presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, e citou um filósofo em seu discurso: Sólon, que por volta do ano 600 a.C. realizou reforma na lei dos atenienses. Na avaliação de Cintra Neto, isso permitiu o desenvolvimento da economia capitalista, além de colocar como preocupações a justiça social e a distribuição de renda.  Tapete vermelho Cintra Neto afirmou que o tapete vermelho ligando a Bolsa de futuros e a Bovespa, colocado nesta sexta para a cerimônia de IPO, representa a "fraternidade" entre as duas praças. Funcionários da BM&F, além da presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, e o presidente da Bovespa atravessaram nesta manhã essa passarela para participar da estréia das ações. "O tapete vermelho não foi colocado por acaso, vocês sabem o que um tapete vermelho significa", afirmou Cintra Neto no discurso oficial sobre o evento. "Fizemos questão de fazer essa ação entre Bovespa e BM&F da melhor forma possível." Questionado pela Agência Estado, após a apresentação, sobre se este gesto poderia significar algo além da fraternidade entre as duas bolsas, Cintra Neto afirmou: "Significa somente a fraternidade que eu falei no discurso." O presidente da Bovespa negou uma eventual fusão entre as duas casas, como foi cogitado por reportagem do The Wall Street Journal divulgada na quinta-feira. "Não há nada", disse Magl

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