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IPO da brasileira Stone nos EUA pode movimentar até US$ 1,1 bilhão

Megainvestidor Warren Buffett já sinalizou interesse nas ações da empresa de meios de pagamento

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2018 | 17h35

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa de meios de pagamento brasileira Stone deverá movimentar até US$ 1,1 bilhão, caso a ação saia no maior valor previsto, segundo prospecto da empresa arquivado na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos. A faixa indicativa de preço da ação ficou em US$ 21 e US$ 23. A oferta ocorrerá na bolsa americana Nasdaq.

Segundo o documento serão ofertadas 40.909.091 ações ordinárias, que poderão ser acrescidas em 6.818.182 ações. O fundo Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, já indicou interesse em comprar 13.712.960 ações e outro grupo representado pela T. Rowe Price Associates já indicou interesse na aquisição de 9.545.455. Além deles, a Madrone Opportunity  tornou pública a vontade de embolsar 23.386.364 ações.

Com os investidores âncoras, a percepção é de que a empresa não terá dificuldade em concluir a oferta, que ocorre exatamente no meio das eleições presidenciais no Brasil. A ação deve ser precificada logo após o segundo turno das eleições. O ticker da ação será o "STNE".

A Stone reportou um lucro líquido nos seis primeiros meses do ano US$ 88 milhões, ante um prejuízo de R$ 76 milhões no mesmo período do ano anterior.

Eleições

No prospecto disponibilizado ao regulador norte-americano, a Stone destaca, entre os riscos relacionados ao País, as eleições, diante da atual incerteza econômica do País, que pode, segundo a companhia, "machucar a empresa e o preço da ação".

"Em relação à eleição geral neste ano no Brasil, que inclui a presidencial, alguns candidatos propuseram a imposição de taxação nos dividendos em sua agenda", frisa a Sone, destacando, que, dessa forma, se essa medida for aprovada poderá haver um aumento da tributação. "Não podemos garantir que o novo governo federal não mudará as atuais políticas em relação à economia brasileira e que tais mudanças não afetarão nossos negócios", destaca.

A Stone segue os passos da PagSeguro, que abriu seu capital na bolsa de Nova York, a Nyse, em janeiro deste ano, em uma oferta de mais de R$ 7 bilhões. Há poucas semanas, a Arco Educação, dona da plataforma SAS Sistema de Ensino e da International School, sistema de ensino bilíngue, estreou Nasdaq.

A oferta da Stone está sendo estruturada  pelo Goldman Sachs, JPMorgan, Citigroup, Itaú BBA, Credit Suisse, Morgan Stanley, BofA Merrill Lynch e BTG Pactual.

Ao passo que as empresas brasileiras, fundamentalmente as do setor de tecnologia, estão encontrando espaço para lançarem suas ofertas de ações nas bolsas norte-americanas, as emissões no Brasil estão em compasso de espera, no aguardo do desfecho das eleições. A expectativa é de que, por aqui, até o fim do mês, algumas empresas façam seu pedido de registro na CVM, para poderem realizar um IPO ainda neste ano na B3.

 

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