Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

IPO do Carrefour demonstra força do Brasil, diz Abilio

Abertura de capital da varejista francesa na bolsa brasileira foi a maior operação desse tipo desde 2013

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 15h37

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Carrefour Brasil, que movimentou mais de R$ 5 bilhões, representando a maior abertura de capital na bolsa brasileira desde 2013, demonstra a força do Brasil e que o País irá andar para frente, a despeito das incertezas do atual ambiente, disse o empresário e acionista do Carrefour Brasil, Abilio Diniz.  

Abilio disse que gosta muito de dirigir empresas de capital aberto, dada a maior transparências dessas companhias e fiscalização feita pelo mercado. O empresário lembrou ainda o IPO que realizou  há mais de 20 anos, do GPA, quando era um dos principais acionistas. "Companhia aberta é companhia transparente, sem segredos", disse em discurso em cerimônia da estreia do Carrefour Brasil na B3.  

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Segundo ele, o grupo francês passa agora por um momento transformacional, impulsionado também pela chegada do novo presidente global, Alexandre Bompard. "E eu acredito que não faremos mais do mesmo, porque não dá para fazer mais do mesmo e esperar resultados diferentes", salientou. 

Abilio disse que sempre admirou o Carrefour e que está satisfeito de ter feito parte desse processo do IPO. "Fazer o IPO não foi fácil e colocamos toda a nossa força", disse.  Além disso, como acionista do grupo, disse querer ajudar para a grandeza da companhia. Além de acionista, Abilio também é membro do conselho de administração do grupo. 

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Para Abilio, o empresariado brasileiro precisa tomar a dianteira para a retomada do crescimento do Brasil e assumir a sua responsabilidade. O empresário disse que houve questionamentos sobre o momento que o Carrefour escolheu para abrir capital, em meio a um cenário de crise, mas que a decisão foi seguir em frente. "Chegamos aqui. Não foi fácil, mas realizamos", disse.  

Abílio afirmou ainda que o brasileiro precisa acreditar mais no Brasil. "Esse IPO demonstra isso. Se gente de fora acredita no Brasil, porque nós brasileiros ainda temos dúvida", questionou.  

Ele disse também que o empresário brasileiro precisa puxar a fila dos investimentos, visto que o Brasil precisa melhorar a sua produtividade. "E melhorar a produtividade precisa de investimentos, capacitação e gestão", afirmou. "Essa é nossa tarefa: gerar riqueza, gerar emprego e tornar este País cada vez maior. Precisamos acreditar no Brasil", disse. Segundo ele, já há sinais de retomada e é preciso que os empresários ajudem nisso.

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