IPOs crescem 35% no mundo, mas Brasil não acompanha

O Brasil não acompanhou o ritmo global de aberturas de capital de empresas e fechou 2014 com apenas uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês), enquanto o mundo registrou um aumento de 35% no volume de companhias que entraram no mercado acionário. Segundo relatório da consultoria Ernst & Young (EY), no ano passado foram realizados 1.206 IPOs no mundo, que captaram US$ 256,6 bilhões. No Brasil, o único negócio finalizado levantou R$ 348,7 milhões.

THIAGO MORENO , O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2015 | 02h04

Para Maria Pinelli, vice-presidente global de Mercados Estratégicos da EY, 2014 foi bom para os IPOs globais, mas passou longe de ser um ano com quebra de recordes. De acordo com ela, foi o melhor ano em número de empresas entrando no mercado desde a crise financeira de 2007, mas o último trimestre mais fraco que o esperado prejudicou o resultado final e a atividade não conseguiu chegar aos patamares pré-crise.

O mercado brasileiro de ações, por sua vez, foi impactado pelo cenário econômico doméstico e pela corrida eleitoral, segundo o analista Luciano Cunha, sócio de Capital Markets da EY. Já 2015 começa com quatro ofertas de ações em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM): T4U Brasil, Ouro Verde, JBS Foods e Azul.

Neste ano, a EY prevê um ambiente mais desafiador para os IPOs, com o FMI diminuindo suas estimativas de crescimento para a economia global e a volta da volatilidade do mercado. Já no Brasil, a expectativa é que a mudança da equipe econômica, as novas regras emitidas pela CVM e o destravamento do Bovespa Mais possam resultar em um aumento no volume de ofertas para 2015, prevê Cunha.

Os fundos de Private Equity corresponderam por quase metade do valor total gerado pelos IPOs globais em 2014, melhor desempenho desde 2001. As 328 ofertas que tiveram apoio financeiro chegaram à marca dos US$ 124,4 bilhões, aumento de 86% em relação a 2013.

Os três setores da indústria que mais tiveram empresas abrindo capital foram os de saúde, seguido por tecnologia e indústria.

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