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IPT premia inventores que desenvolveram pesquisas para setor empresarial

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) premiou hoje duas equipes de pesquisadores que desenvolveram projetos bem-sucedidos em parceria com a indústria. Os cientistas que trabalharam no desenvolvimento dos plásticos biodegradáveis e no catalisador de óxido de zinco receberão um terço do que for repassado pelas empresas parceiras nos projetos para o IPT.Quando uma empresa faz um convênio com o instituto, fica acordado o pagamento de royalties para o IPT quando há exploração comercial ou industrial do que foi desenvolvido. "Essa é uma forma de incentivar os inventores", explicou Angela Cristina Azanha Puhlmann, chefe do Núcleo de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual do IPT.Os valores dos prêmios não podem ser revelados. "Enquanto as empresas estiverem explorando a tecnologia, os pesquisadores premiados receberão um terço dos royalties repassados pelas indústrias para o IPT", detalhou. O instituto anunciará também novas normas internas para a premiação. O valor, um terço do que as empresas repassam pelo licenciamento para o IPT, continuará o mesmo.InovadoraA pesquisa que obteve a produção de plásticos biodegradáveis é inovadora porque o material é produzido a partir da cana-de-açúcar, utilizando-se da biotecnologia. O projeto foi tocado pelo IPT em parceria com o Centro de Tecnologia Copersucar (CTC) e o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP), com apoio financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep / MCT).Os pesquisadores criaram polímeros a partir da sacarose da cana que se degradam rapidamente no meio ambiente e têm propriedades semelhantes às dos plásticos convencionais. O plástico obtido pode ser usado em embalagens e materiais descartáveis. A tecnologia foi licenciada para exploração e atualmente é aplicada pela Usina da Pedra, em Serrana, interior de São Paulo.O IPT e a Oxiteno, empresa nacional que fabrica produtos utilizados em indústrias alimentícias, farmacêuticas, cosméticas, tintas e vernizes, entre outras, desenvolveram em conjunto um catalisador de óxido de zinco, aparelho amplamente utilizado em indústrias químicas e petroquímicas. O equipamento remove compostos de enxofre presentes em matérias-primas como a nafta e o gás natural e que prejudicam a obtenção de produtos como amônia, metanol, gás combustível e outros.Até o final da década de 80, esses catalisadores à base de óxido de zinco comprados pelas indústrias brasileiras eram importados dos Estados Unidos e Europa, ao custo médio de US$ 10 o quilo. Em 1982, o antigo Laboratório de Catálise da Divisão de Química do IPT começou a trabalhar com um catalisador em escala de laboratório e escala piloto e a avaliar seu desempenho em um micro reator de laboratório.Os pesquisadores queriam obter um produto a partir de matérias-primas nacionais, com preço final atrativo e mantendo as propriedades químicas e físicas idênticas ao do importado, para que as empresas não tivessem de fazer alterações nas condições operacionais nos processos industriais já implantados.Quando os primeiros resultados se mostraram promissores, a Oxiteno solicitou ao IPT um levantamento sobre o consumo médio anual, em nível nacional, para o catalisador de óxido de zinco. A empresa remunera o instituto na forma de royalties sobre o preço líquido de vendas do catalisador.

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