IPTU aumentará em São Paulo

O prefeito paulistano Celso Pitta (PTN) deve liberar para o próximo ano, quando deixará a Prefeitura, um aumento de cerca de 6% no IPTU - Imposto Predial, Territorial e Urbano. A proposta de reajuste, que deve ser encaminhada à Câmara Municipal junto com o Orçamento do próximo ano, segue uma estimativa de correção da Ufir - Unidade Fiscal de Referência, que este mês vale R$ 1,0641 - para 2001.Este ano, porém, alegando "solidariedade à situação econômica e social do País", Pitta havia solicitado que a correção da Ufir, de 9%, não fosse repassada ao IPTU. Com o reajuste proposto, um imóvel que atualmente paga R$ 600 passaria a R$ 636. Pelos aumentos da Ufir, o IPTU já subiu mais de 17% na gestão Pitta. Além disso, em 1999, o valor da alíquota do imposto subiu de 0,6% para 1%.Pitta negou que pretenda implantar o IPTU progressivo, que permitiria cobrança diferenciada em áreas nobres e periferia apesar da aprovação da medida pelo Congresso.Aumento de receitaA arrecadação do IPTU, que este ano foi de R$ 1,2 bilhão, corresponde a quase 20% do Orçamento Municipal, estimado em R$ 7 bilhões. Com o reajuste, haveria aumento de R$ 72 milhões na receita municipal. A proposta de correção do IPTU deve ser aprovada pelos vereadores. Apesar da alíquota única, o IPTU apresenta distorções em diferentes áreas da cidade, segundo levantamento do gabinete da vereadora Ana Maria Quadros (PSDB). Regiões nobres, como o Jardim Europa, onde moram candidatos à Prefeitura, têm IPTU menor do que o cobrado em ruas como a Pedro Taques, desvalorizada, no Centro. Um apartamento com área total de 350 m² (e área útil de cerca de 150 m²) paga mais imposto do que uma casa com 350 m².

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