IPV cai 0,17% em agosto, primeira queda desde fevereiro

O Índice de Preços no Varejo (IPV) na capital paulista teve em agosto a primeira queda desde fevereiro, informou hoje a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que calcula o indicador por meio da análise dos preços de 21 segmentos varejistas e 450 subitens. No mês de agosto, o IPV caiu 0,17%, ante alta de 0,10% observada em julho.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 16h21

De janeiro a agosto, o índice acumula alta de 0,35%. Os economistas da entidade atribuem a queda mensal ao realinhamento de preços de alguns produtos que sofreram pressão de alta nos meses anteriores, bem como à continuidade dos benefícios gerados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em setores como veículos, materiais de construção e eletrodomésticos.

Do total de segmentos analisados pelo IPV em agosto, nove registraram baixa em seus preços. A queda do índice foi puxada por supermercados, que teve a primeira retração do ano (-0,58%). O grupo, que tem o maior peso (32%) no IPV, havia registrado em julho alta de 0,52%.

Outro grupo que influenciou o resultado de agosto foi o de veículos, que registrou baixa de 1,46%, reforçando a queda observada em julho (-0,41%). Na avaliação de Júlia Ximenes, economista da entidade, o movimento de queda nos preços deve se manter em setembro e outubro.

Preços em alta

A queda do IPV em agosto só não foi maior em virtude das condições climáticas desfavoráveis, que prejudicaram a safra de alguns produtos. O segmento de feiras, por exemplo, voltou a registrar preços mais elevados, finalizando o mês com alta de 7,07%. Os economistas da entidade atribuem à chuva o incremento dos preços no itens verduras (14,89%), legumes (8,63%) e frutas (6,27%).

Outro grupo que apresentou alta foi o de combustíveis e lubrificantes: 0,43%. Segmentos que também tiveram preços mais elevados no período foram brinquedos (0,87%), eletroeletrônicos e outros (0,21%), padarias (0,13%), vestuário, tecidos e calçados (0,02%), materiais de escritório e outros (0,41%), relojoarias (0,35%), óticas (0,24%), jornais e revistas (0,24%), livrarias (0,17%) e autopeças e acessórios (0,28%).

Os dados para a composição do IPV são coletados em cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais no município de São Paulo. A pesquisa conta com uma amostra mensal de 105 mil tomadas de preços.

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