IPV de agosto sobe 0,12% em relação a julho

Os preços no comércio varejista paulistano apresentaram elevação de 0,12% em agosto ante uma variação de 0,01% em julho, conforme informou nesta quarta-feira a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Nos primeiros oito meses de 2006, o Índice de Preços no Varejo (IPV), que apura os preços em 2 mil estabelecimentos comerciais da capital paulista, acumulou retração de 0,88%.Em agosto, o grupo Açougues foi o que apresentou a alta mais expressiva de preços. De acordo com o levantamento do Fecomercio-SP, a variação, de 4,06% ante julho, foi motivada por um ajuste de preços após os efeitos da crise da gripe aviária e da febre aftosa, que haviam provocado aumento da oferta nas carnes em geral. Somada a este fator, está a entressafra da carne bovina, que pode, inclusive manter o IPV deste grupo em alta.O grupo Feiras foi outro destaque de alta do IPV, influenciado pelas condições climáticas dos últimos dois meses, que prejudicaram a safra e contribuíram para a segunda elevação de preços deste segmento. No mês passado, os preços avançaram 1,74%, com grande participação das frutas, que tiveram variação de 5,93%.O índice da entidade paulista também constatou, em agosto, alta nos preços dos grupos Veículos (0,34%), Floriculturas (2,67%), CDs (0,86%), Relojoarias (0,66%), Materiais de Escritório (0,49%) e Drogarias e Perfumarias (0,35%).Na outra ponta, o segmento de Eletroeletrônicos foi o que apresentou a queda mais expressiva, de 1,04%. Segundo a Fecomercio-SP, o grupo foi influenciado pela valorização do real frente ao dólar, que permite a redução de custos dos insumos utilizados na cadeia produtiva deste segmento.O grupo Supermercados, que tem o maior peso dentre os segmentos analisados pelo IPV, fechou agosto com retração de 0,11% ante julho. Para a Fecomercio-SP, este comportamento resultou do desempenho negativo de tubérculos (14,10%), pescados (4,23%), ovos (3,42%), cereais (2,19%) e legumes (2,21%). Além disso, o câmbio favorável às importações e a concorrência acirrada das grandes redes contribuíram para a manutenção dos preços no terreno negativo.Em agosto, também apresentaram deflação, segundo a Fecomercio-SP, os grupos Vestuário, Tecidos e Calçados (-0,20%), Combustíveis e Lubrificantes (-0,13%), Jornais e Revistas (-1,18%), Óticas (-0,54%), e Autopeças e Acessórios (-0,21%).Quanto às expectativas para o restante do ano, a entidade paulista destacou que os preços deverão ficar estáveis, com pequenas alterações nos alimentos.

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