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IPV sobe 0,10% em julho e confirma desaceleração em SP

Fecomercio-SP destaca queda nos preços do segmento vestuário; no ano alta acumulada é de 0,52%

Flavio Leonel, da Agência Estado,

20 de agosto de 2009 | 15h47

O Índice de Preços no Varejo (IPV) registrou elevação de 0,10% em julho ante alta idêntica observada em junho na capital paulista, conforme divulgação realizada nesta quinta-feira, 20, pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com a entidade, apesar de esta ter sido a quinta variação positiva consecutiva do indicador, houve uma confirmação de um movimento de desaceleração, em relação aos meses anteriores, já que, em maio, por exemplo, a taxa foi de 0,25%. Nos primeiros sete meses de 2009, o IPV acumulou alta de 0,52%, Nos últimos 12 meses encerrados em julho, registrou elevação acumulada de 1,30%.

 

No levantamento de julho, a Fecomercio-SP destacou que os alimentos continuaram a puxar a alta do índice, em virtude das condições climáticas, que prejudicam a safra de alguns itens. A consequência, segundo a entidade, é a redução da oferta e a alta dos preços dos produtos finais, que influenciam diretamente os setores de Supermercados, Feiras e Padaria. Segundo a economista da Fecomercio-SP, Júlia Ximenes, os produtos alimentícios devem continuar pressionados nos próximos meses por conta do mesmo motivo relacionado ao clima.

 

A entidade informou que as maiores pressões foram vistas nos segmentos de Supermercados e Feiras. O primeiro passou de uma elevação de 0,53%, em junho, para uma alta semelhante, de 0,52%, em julho, acumulando variação de 2,39% em 2009. Leites (4,41%), Adoçantes (6,26%), Aves (3,17%) e Cereais (3,87%) foram os itens que mostraram os aumentos de preços mais expressivos no mês passado.

 

O segmento de Feiras apresentou alta de 2,02% ante a queda de 4,10% em junho e acumulou, nos primeiros sete meses do ano, elevação de 4,78%. As maiores variações, em julho, ficaram por conta das Frutas (4,24%), Aves (1,55%) e Legumes (1,95%).

 

Drogarias e Perfumarias também apresentaram elevação, de 0,85%, acumulando, entre janeiro e julho, aumento de 7,36%. O resultado de julho foi influenciado pela variação de 1,01% em Drogarias, enquanto os produtos de Perfumarias registraram alta de 0,12%. Remédios tiveram incremento de 1,01% e Produtos Farmacêuticos, de 1,33%. Júlia explicou que, além da preocupação com a gripe suína, o período costuma ser de alta nos preços em virtude das baixas temperaturas e do tempo seco, que aumenta a incidência de problemas respiratórios.

 

Segmentos que também finalizaram julho com preços mais elevados foram Combustíveis e Lubrificantes (0,50%) e Padarias (0,32%). Mostraram altas de preços ainda os segmentos de Materiais de Escritório e Outros (0,38%) e Livrarias (0,30%).

 

No terreno de quedas, a Fecomercio-SP avaliou que o destaque ficou por conta do segmento Vestuário, Tecidos e Calçados, que, após quatro elevações consecutivas, mostrou queda de 0,76% em julho ante alta de 0,13% em junho. Segundo a entidade, as liquidações de queima de estoque para a entrada da coleção primavera-verão reverteram o ciclo de alta dos preços.

 

O setor de Veículos também teve redução de 0,41% em julho, após duas altas consecutivas, de 0,24%, em junho, e de 0,29%, em maio. Segundo a Fecomercio-SP, a queda dos preços verificada em Veículos Usados (-0,88%), Motocicletas Usadas (-0,80%) e Motocicletas Novas (-0,62%) contribuiu para o resultado no mês. Para Júlia Ximenes, em relação aos Veículos Novos, o benefício da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já não surte efeito nos preços em virtude da retomada do ritmo de vendas desses automóveis. Com isso, Veículos Novos acusaram estabilidade (0,01%) ante a alta de 1,25% em junho.

 

Outros segmentos que finalizaram julho com preços menores foram: Autopeças e Acessórios (-1,01%), Floriculturas (-1,29%) e setores que tiveram redução do IPI, como Eletrodomésticos (-0,49%) e Material de Construção (-0,27%), com destaque para a queda de 0,40% nos preços médios da Linha Branca. Também mostraram declínios no mês passado, de 1,00% e de 0,31%, respectivamente, o segmento de Móveis e Decorações e o grupo Açougues.

 

Os dados para a composição do IPV são coletados em cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, contemplando 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados. A pesquisa conta com uma amostra mensal de aproximadamente 105 mil tomadas de preços.

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