Coluna

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IR: recomendações para quem vai investir

A escolha da melhor aplicação deve levar em conta o período em que o dinheiro poderá ficar investido e a tolerância que se tem ao risco. Para quem pretende investir os recursos recebidos como restituição do Imposto de Renda (IR) essas recomendações são importantes nesse momento de incertezas em relação ao cenário econômico no Brasil - crise de energia e eleições presidenciais - e no exterior - situação Argentina e desaquecimento econômico nos Estados Unidos.Para investidores que buscam segurança em suas aplicações, o investimento em um fundo referenciado DI (pós-fixados) é o mais indicado. Nessa aplicação, caso as taxas de juros continuem subindo em função da piora dos cenários interno ou externo, o investidor estará protegido, já que o ganho de sua aplicação vai acompanhar a alta dos juros. Diferentemente dos fundos referenciados DI, os fundos de renda fixa prefixados podem provocar perdas no caso de piora do cenário, pois uma elevação nos juros ao longo do período da aplicação não incidiria sobre o investimento. Porém, no caso de uma melhora na conjuntura, o que permitiria uma queda das taxas, os juros contratados inicialmente serão mantidos. Mercado acionário: risco maiorOs papéis na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vêm acumulando quedas, tornando-se atraentes para o investidor mais ambicioso que estiver mais disposto a correr riscos. A recomendação é que apenas os recursos que não têm um prazo definido para resgate sejam direcionados para o mercado acionário. Dessa forma, o investidor poderá esperar até que consiga o ganho almejado para efetuar seu saque.Com o problema de racionamento de energia, a produção das empresas e, por conseqüência, seus lucros, tendem a ser menores. Como não há nenhuma certeza de quando esse problema será afastado do cenário, também não é possível determinar quando os papéis na Bovespa vão reagir. A expectativa é que em 12 meses o ganho seja de 20%. Na comparação com as aplicações que acompanham as taxas de juros, o rendimento tende a ser semelhante, o que não compensaria o risco assumido no investimento em ações em um período de até 12 meses, segundo os analistas. Dólar e fundos cambiaisAs incertezas em relação ao cenário econômico interno e externo, reforçadas pelas expectativas de redução no volume de investimentos diretos e saldo deficitário na balança comercial, tendem manter as cotações do dólar em patamares elevados. Os analistas chegam a cogitar a possibilidade de que, no final do ano, o dólar seja vendido a R$ 2,50.Investidores que têm dívidas em dólar ou estão economizando para uma viagem ao exterior devem comprar moeda norte-americana ou investir em fundos cambiais como forma de segurança para seus recursos (hedge). Mas é preciso estar atento à elevada tributação de Imposto de Renda (IR) - 20% mensalmente sobre a valorização das cotas dos fundos cambiais em reais. Assim, quando a cotação do dólar sobe, um quinto da elevação da moeda vai para a Receita.Para quem aposta em uma piora do cenário, que favorece a alta do dólar, o rendimento pode ser atrativo na comparação com outras formas de aplicação. Mas é preciso estar atento aos riscos da aplicação, ou seja, se o investidor sacar seus recursos em um momento de baixa nas cotações tende a receber um ganho menor ou, até mesmo, perder parte dos recursos aplicados. Além disso, como o dólar já está em patamares muito elevados, quem compra moeda norte-americana agora deve ter um ganho menor. Veja no link abaixo as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação.

Agencia Estado,

13 de junho de 2001 | 08h40

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