Sergei Karpukhin|Reuters
Sergei Karpukhin|Reuters

Irã diz que apoia alta dos preços do petróleo

O presidente do Irã, Hassan Rohani, disse que Teerã apoia qualquer movimento para estabilizar o mercado de petróleo e elevar preços, de acordo com a agência de notícias iraniana Shana. “A instabilidade e a queda dos preços do petróleo são prejudiciais a todos os países, especialmente aos produtores de petróleo”, afirmou Rouhani.

Agências / DUBAI, Reuters

19 Setembro 2016 | 03h00

“Teerã considera bem-vinda qualquer medida que vise a estabilidade do mercado e a melhoria dos preços do petróleo, baseadas na justiça, equidade e participação de mercado justa para todos os produtores de petróleo”, disse o presidente. O Irã, terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), tem aumentado a produção de petróleo após a retirada das sanções ocidentais em janeiro.

Teerã recusou-se a participar de uma tentativa anterior, neste ano, de membros e não membros da Opep para estabilizar a produção.

Reunião. Os membros da Opep se reunirão na Argélia durante o Fórum Internacional de Energia, que agrupa produtores e consumidores, entre os dias 26 e 28 de setembro. A Rússia, não integrante da Opep, também vai participar do fórum.

Mas, mesmo antes desse encontro, membros do cartel do petróleo já articulam uma nova reunião do grupo para discutir a questão do preço da commodity. A informação foi dada pelo secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, em visita à Argélia, publicou ontem a APS, agência estatal do país.

Barkindo disse estar otimista sobre o encontro na Argélia no final do mês. Ele havia dito anteriormente que as discussões em Argel, a capital do país, seriam consultas e que nenhuma grande decisão seria tomada.

“O encontro informal foi proposto como uma medida para promover uma reunião extraordinária com o intuito de tomar decisões para estabilizar o mercado”, disse Barkindo. O chefe da Opep disse que a organização não busca definir um preço, mas garantir estabilidade para o mercado. Vários produtores da Opep já pediram um congelamento da produção para conter o excesso que causou o colapso do preço nos últimos dois anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.