Irã pede reunião da Opep para discutir preços do petróleo

O ministro iraniano do Petróleo, Rostam Qasemi, pediu à secretária-geral da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) que convoque uma reunião extraordinária por causa dos preços em queda da commodity, informou o website oficial do ministério neste sábado.

Reuters

30 de junho de 2012 | 13h03

"Na 161a reunião da Opep se convencionou que, se os preços do petróleo caíssem abaixo de 100 dólares o barril, isso significaria que os preços estavam em crise. Portanto, nós pedimos à secretaria-geral da Opep... que faça preparativos para realizar uma reunião de emergência', disse Qasemi.

O Brent e os futuros de petróleo nos Estados Unidos, considerados referências no mercado, tiveram seu maior declínio trimestral na sexta-feira, desde a queda registrada no quarto trimestre de 2008, em razão da fraca demanda, grandes estoques e preocupações com a economia.

No entanto, os preços voltaram a se recuperar depois na sexta-feira, após um acordo dos líderes europeus para socorrer bancos da zona do euro.

Os futuros do Brent subiram mais de 6 dólares o barril, ficando perto de 98 dólares, enquanto o valor do petróleo dos Estados Unidos subiu mais de 7 dólares, estabilizando-se um pouco abaixo de 85 dólares o barril.

Qasemi alertou que se os membros da Opep não cumprirem com o acordo de teto de 30 milhões de barris por dia de petróleo isso irá prejudicar o equilíbrio no mercado do petróleo.

As declarações de Qasemi repercutiram comentários da semana passada por parte do Iraque e Venezuela, também membros da Opep.

O vice primeiro-ministro do Iraque, Hussain al-Shahristani, disse na sexta-feira que a Opep precisava reduzir seu fornecimento enquanto o ministro da Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, também pediu uma reunião extraordinária no terceiro trimestre deste ano, se os preços do petróleo bruto permanecerem baixos.

Em sua última reunião, em meados de junho, a Opep concordou em aderir ao limite coletivo, o que implica em corte de 1,6 milhão de barris por dia do atual suprimento de 31,5 milhões de barris pelos 12 membros da organização.

(Reportagem de Amena Bakr)

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