Iraque e Rússia empurram petróleo para novo recorde

A ameaça de paralisação das exportações iraquianas de petróleo e as preocupações com o fornecimento da Rússia provocaram novo recorde nos contratos futuros nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, o barril para setembro fechou em US$ 44,84 o barril (2,03%), enquanto na Inglaterra os preços ficaram em US$ 41,56 (2,29%).No Iraque, a Southern Oil Company parou de bombear petróleo para os dois principais terminais do sul do país depois que seguidores do clérigo radical xiita Muqtada al-Sdar ameaçaram explodir oleodutos. Navios estrangeiros continuam retirando petróleo a partir de tanques de estocagem dos dois terminais, mas analistas dizem que as exportações podem parar nesta terça-feira, a menos que o bombeamento seja retomado rapidamente. "No passado, quando oleodutos foram explodidos no sul, as exportações pararam muito rápido", disse o analista Lowell Feld, do Departamento de Energia em Washington. O Iraque exporta cerca de 1,7 milhão de barris por dia.O caos iraquiano se soma ao receio de que a Yukos, maior petrolífera russa, possa ser forçada a suspender a produção. Nesta segunda-feira, o governo congelou os ativos de uma das principais unidades produtoras e um tribunal apoiou decisão semelhante do governo referente a uma outra unidade importante. "O mercado sente que, diante de todos esses avanços e reveses, não pode contar com a produção da Yukos", disse o analista Phil Flynn, da Alaron Trading Corp. em Chicago.

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