Iraque, Turquia, Índia e petróleo derrubam bolsas no mundo

Os mercados financeiros iniciaram a semana em forte tensão com mais uma onda de atentados no Iraque (a morte do chefe do conselho de governo Abdel Zaraa Othman) e Turquia (antes da chegada do primeiro-ministro britânico, Tony Blair). O reflexo foi uma nova alta recorde no preço do petróleo (US$ 41,55 nos EUA). As bolsa caíram em todos continentes.Destaque para a queda recorde de 11% da bolsa da Índia, por causa dos receios com a administração da futura primeira-ministra, Sonia Gandhi. A bolsa de Nova York caiu 1% e a Nasdaq, -1,4%. Na Europa todas registraram perdas, com Frankfurt e Paris em quedas iguais de 1,39%. A bolsa da Turquia desvalorizou 3,7%. No mercado latino o dia também foi de queda: Buenos Aires -6,7% e México -1,8%. No Brasil, a bolsa de São Paulo caiu 2,63%, em 18.122 pontos, com giro de R$ 900 milhões.O dólar no Brasil subiu pressionado pela formação da ptax (taxa média) amanhã. Fechou em alta de 1,03%, a R$ 3,124. Na BM&F, todos os vencimentos de dólar futuro projetaram altas. Os títulos da dívida externa C-bond encerraram em baixa de 0,21%, a US$ 0,889. O risco Brasil fechou em alta de 18 pontos, em 728 pontos-base. No mercado de juros, a tensão externa confirma cada vez mais a aposta de que o Banco Central vai manter os juros em 16% ao ano na reunião do Copom que começa nesta terça e termina na quarta. Na BM&F, os contratos futuros de juros (DIs) para janeiro, os mais negociados, fecharam em 17,24%, contra 16,94% na sexta. Para junho, houve ligeira alta de 15,68% contra 15,65% no fechamento da semana passada.

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