Dario Oliveira/Código-18
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IRB Brasil tem lucro de R$ 232 mi no trimestre, alta de 15% em um ano

De janeiro a junho, o resultado chegou a R$ 454 milhões, 10% superior ao registrado em 2016; este é o primeiro resultado que o IRB divulga como uma empresa de capital aberto

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 11h07

SÃO PAULO - O ressegurador IRB Brasil Re, que listou suas ações na bolsa na última segunda-feira, 31, registrou lucro líquido de R$ 232 milhões no segundo trimestre, cifra 15% superior à vista um ano antes, de R$ 202 milhões. De janeiro a junho, o resultado chegou a R$ 454 milhões, 10% superior ao registrado em idêntico intervalo de 2016, de R$ 414 milhões. É o primeiro resultado que o IRB divulga como uma empresa de capital aberto.

"Esse resultado foi alcançado por meio da combinação do crescimento no volume de prêmios emitidos e do resultado operacional, mais que compensando a redução do resultado financeiro nos períodos", destaca o IRB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Em termos de prêmios de resseguro (seguro das seguradoras), o IRB somou R$ 1,513 bilhão no segundo trimestre, elevação de 12% ante o mesmo período do ano passado, de R$ 1,356 bilhão. No semestre, foram R$ 2,856 bilhões, incremento de 13%, na mesma base de comparação.

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"Mesmo em um ambiente econômico desafiador, fomos capazes de obter êxito em nossa estratégia de compensar a queda da taxa de juros e, consequentemente, de nosso resultado financeiro, com a elevação do resultado de underwriting (subscrição de risco)", destaca o IRB.

O resultado financeiro do IRB, pressionado pela queda dos juros, encolheu 20% no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo do exercício passado, para R$ 233 milhões. No primeiro semestre, a queda ficou em 18%, totalizando R$ 438 milhões. Em contrapartida, os resultados de underwriting aumentaram 85% no segundo trimestre ante um ano, para R$ 174 milhões.

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A sinistralidade do IRB foi a 61,3% ao final de junho, melhora de 7 pontos porcentuais em um ano. No semestre, a queda foi de 8 p.p., para 57,5%. Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional de seguradoras e resseguradoras, foi a 86,6% no primeiro trimestre, redução de 11 p.p. em um ano. Neste caso, quanto menor, melhor. Acima de 100% indica prejuízo da operação. Na primeira metade do ano, o índice combinado da companhia ficou em 86,0% contra 94,7% no mesmo intervalo de 2016.

O retorno sobre o patrimônio líquido do IRB (ROAE, na sigla em inglês) foi a 30% no segundo trimestre, melhora de 3 p.p. em um ano. O indicador consolidado do primeiro semestre foi de 28%, aumento de 2 p.p., na mesma base de comparação. O ressegurador comenta seus resultados do segundo trimestre hoje, em teleconferências, às 12h em português e às 13h em inglês.

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O IPO do IRB movimentou mais de R$ 2 bilhões na B3. Desde que listou suas ações, na segunda, os papéis acumulam alta de 0,17%. Com a abertura de capital, distribuição da participação de cada acionista controlador na estrutura acionária da Companhia, considerando a oferta base, ficou: União com 21%; BB Seguros e Bradesco Seguros com 16%; Itaú Seguros com 12%; FIP Barcelona (da Caixa) com 8% e outros acionistas com 27%.

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