Estadão
Estadão

Irlandês Lyle Watters volta ao Brasil e será presidente da Ford

Ex-diretor financeiro no País entre 2008 e 2012, executivo substituirá Steven Armstrong, que segue para Ford Europa

Cleide Silva, Estadão Conteúdo

20 Julho 2016 | 08h53

A Ford do Brasil e América do Sul terá novo presidente a partir de 1.º de agosto. O irlandês Lyle Watters, de 51 anos, vai assumir o posto nesta quarta-feira, 20, ocupado por Steven Armstrong, de 52 anos. Watters já teve passagem pela companhia no Brasil como diretor financeiro entre outubro de 2008 e março de 2012. Armstrong foi nomeado vice-presidente da Ford Europa, cargo que assumirá em 1.º de setembro. Na nova função, vai se reportar a Jim Farley, vice-presidente executivo e presidente da Ford Europa, Oriente Médio e África.

O executivo está no comando da filial brasileira há quatro anos e substituirá Barb Samardzich, que vai se aposentar. Watters, que ingressou na Ford em 1987, será responsável por conduzir todas as operações da companhia na América do Sul e se reportará a Joe Hinrichs, vice-presidente executivo e presidente das Américas. Atualmente, Watters é vice-presidente de Finanças e Planejamento Estratégico da Ford Europa.

Depressão Ele volta ao País num momento de mercado em depressão, com o resultado das vendas totais retrocedendo uma década. Por muitos anos a quarta maior montadora em vendas no País, a americana Ford atualmente ocupa a sexta posição no ranking nacional, tendo sido ultrapassada pela coreana Hyundai e pela japonesa Toyota.

A Ford vendeu no primeiro semestre 80,7 mil veículos, 40% a menos em relação a igual período do ano passado. A participação da marca caiu de 10,5% para 8,5% nesse mesmo intervalo. O mercado brasileiro atualmente é liderado pela americana General Motors, com 16,5% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves, seguida pela italiana Fiat, com 15,1%. A alemã Volkswagen detém 13,3% das vendas, enquanto Hyundai e Toyota têm, respectivamente 10% e 9%. De janeiro a junho, as vendas totais de automóveis e comerciais leves no Brasil somaram 952,2 mil unidades, volume 25,1% inferior ao de igual período de 2015 e o mais baixo para um primeiro semestre desde 2006. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.