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Irlandeses atacam fim do embargo da UE à carne brasileira

Presidente da Associação de Fazendeiros da Irlanda classifica como 'irresponsável' decisão de retomar comércio

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

27 de fevereiro de 2008 | 14h30

Os produtores irlandeses atacam o fim do embargo contra a carne brasileira e alegam que a nova lista entregue pelo governo de fazendas deve ser vista "com suspeita". Para o presidente da Associação de Fazendeiros da Irlanda, Padraig Walshe, a UE deve continuar a impedir a entrada da carne nacional e a decisão de retomar o comércio é "irresponsável". Veja também:UE libera importação de carne de 106 fazendas do Brasil Para o líder do lobby irlandês, "o Brasil se mostrou pouco confiáveis" e não cumpre os requisitos estabelecidos. Na avaliação do governo brasileiro, a pressão irlandesa não tem fundamentos sanitários, já que o que Dublin quer é evitar a concorrência brasileira no mercado europeu. "A decisão da UE é altamente irresponsável diante do reconhecimento do próprio ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, de que carne sem monitoramento foi exportada pelo Brasil", afirmou Walshe, se referindo aos comentários de Stephanes no Senado há duas semanas admitindo a exportação de carne fora do padrão. Walshe, que prometeu continuar o lobby contra o Brasil, acusa a UE de ter tomado a decisão sem que inspeções adequadas fossem realizadas. Segundo ele, Bruxelas transformou em "piada" os padrões sanitários europeus ao voltar a aceitar a carne brasileira. Os irlandeses ainda protestaram contra "qualquer acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC)" que signifique uma abertura do mercado europeu para carnes. Segundo Walshe, as perdas para a região seriam de 2 bilhões de euros e muitos fazendeiros teriam de deixar o setor. Segundo o lobby, o protesto serviu para mostrar ao comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, que qualquer abertura ao Brasil, Argentina ou Uruguai "aniquilaria" a produção européia.

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