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Isenção de debêntures de infraestrutura pode mudar

Inicialmente, a equipe do atual governo propôs a retirada do benefício fiscal dessas debêntures e a transferência da isenção para as empresas

Coluna do Broadcast, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2018 | 05h00

Sugestões de mudanças na isenção de Imposto de Renda das debêntures de infraestrutura devem ser entregues ao próximo governo pelo Grupo de Trabalho de Mercado de Capitais, que conta com representantes do mercado e do atual governo. O objetivo é atrair os bilionários fundos de pensão, que já são isentos em qualquer aplicação e, por isso, não olham para esses papéis.

Inicialmente, a equipe do atual governo propôs a retirada do benefício fiscal dessas debêntures e a transferência da isenção para as empresas, que em troca emitiriam os papéis com um pouco mais de prêmio para atrair os fundos. As conversas, no entanto, evoluíram, posteriormente, para que seja possível escolher entre duas opções: a isenção de IR ao investidor, como é hoje, ou a transferência do benefício para os emissores.

Pela culatra. Alguns interlocutores acreditam, entretanto, que os incentivos fiscais que estão sendo propostos para as empresas vão favorecer donas de projetos já estabelecidos, que têm lucro e menos precisam dos “polpudos” recursos dos fundos de pensão, dada a maior facilidade de captar no mercado. Assim, os projetos greenfield, que começam do zero e têm resultado negativo ao longo dos primeiros anos, não teriam estímulo para emitir as debêntures com um custo mais alto. Além disso, haveria o risco de as debêntures dos projetos greenfield acabarem nas mãos das pessoas físicas, mas que seriam papéis mais adequados aos fundos de pensão, uma vez que investem a prazos mais longos. 

Ligados. As Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), os covered bonds tupiniquins, estrearam no mercado brasileiro com R$ 1,5 bilhão em emissões no primeiro mês de registro feito pela B3. O Santander Brasil puxou a fila das instituições e foi seguido por Bradesco e Itaú Unibanco, com o maior volume captado até então, de R$ 1,2 bilhão.

Põe o dedo aqui. A lista de bancos emissores deve crescer em 2019. Bancos médios e a Caixa Econômica Federal, líder em crédito imobiliário, já consideram testar as LIGs, instrumento de captação que conta com dupla garantia - os ativos atrelados ao título e a do próprio emissor.

Giro rápido. A gestora SRM/Trust Hub quer dar um salto no mercado brasileiro de crédito para empresas. Com presença em Brasil, Peru e Chile, a SRM estima chegar ao final de 2019 com crescimento de 80% na originação de crédito e nos ativos sob gestão, decorrentes de operações de empréstimo para capital de giro via desconto de recebíveis. A meta é alcançar perto de R$ 10 bilhões e R$ 2,8 bilhões, respectivamente. Para isso, aposta na agilidade para liberação de crédito, em tempo inferior ao dos bancos, em consequência da tecnologia aplicada na análise de risco.

Cerco. Outra estratégia é na criação de serviços e produtos para fidelizar seu público, que é composto em 85% por indústrias e empresas da cadeia produtiva. Em 2019, pretende lançar um cartão pós-pago, complementando a opção do cartão pré-pago lançado em 2018. Em seu voo no mercado de crédito, estrutura também a entrada em meio de pagamentos.

Noel digital. Os consumidores têm preferido usar mais o celular do que o desktop nas compras de fim de ano, indica levantamento da Rakuten Digital Commerce, que trabalha com mais de 1.200 lojas virtuais no Brasil. Nos primeiros 15 dias de dezembro, as vendas via mobile cresceram 82%, enquanto as feitas por desktop aumentaram apenas 4%. No ano passado, 22% das compras de Natal e Ano Novo foram realizadas por meio de dispositivos móveis, contra 78% em computadores e notebooks. Em 2018, os números passaram para 35% e 65%, respectivamente. 

Na veia. Os custos de exames em laboratórios de imagens e análises clínicas podem variar mais de 1.300%, dependendo do prestador escolhido. A conclusão é de pesquisa feita pela corretora de seguros It’sSeg Company, do fundo inglês Actis. O exame de colesterol total foi o campeão em variação de custos. O valor médio para o procedimento, considerando máxima e mínima encontradas em 113 prestadores, foi de R$ 9,34. Mas há laboratórios que chegam a cobrar R$ 131,64, valor 1.309,42% acima da média identificada pelo levantamento, que considerou valores de agosto de 2015 a julho de 2018.

Pão de queijo. Maior geradora privada de energia do País, a Engie fechou contrato para a manutenção de sistemas elétricos e ar condicionado com a BH Airport, operadora do aeroporto de Confins (MG). O acordo faz parte do movimento de avanço na área por parte da companhia, que faturou R$ 7,5 bilhões em 2018.

Leilões. Como parte da estratégia, a geradora estuda entrar como parceira em consórcios que vão participar das licitações de terminais aeroportuários. No mercado livre de energia, a Engie já vende o insumo para vários aeroportos e desenvolveu as soluções para cidades inteligentes, que podem ser aplicadas na área. Foco de expansão, o segmento de soluções recebeu investimentos de cerca de R$ 350 milhões entre aquisições e crescimento orgânico, em 2018.  

 

*COM CRISTIANE BARBIERI

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