Isenção do IOF pode não ter relação com a queda do dólar hoje, diz Mantega

Ministro da Fazenda afirmou que redução do imposto sobre aplicações de capital estrangeiro em renda fixa é uma medida para ter efeitos de longo prazo

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

05 de junho de 2013 | 10h25

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 5, não saber se a queda do dólar verificada na abertura do mercado de cambio nesta manhã já é resultado da redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para 0% sobre aplicações de capital estrangeiro em renda fixa. "Não sabemos. A medida é de longo prazo e não para ter efeito imediato", afirmou, ao chegar ao Ministério da Fazenda.

O ministro negou que o objetivo da medida seja desvalorizar o dólar ante o real. "Nós queremos deixar livre para aplicações em renda fixa como títulos do governo brasileiro. Na verdade, já havia aplicações, mas nós tínhamos diminuído muito a sua rentabilidade com o IOF de 6%. Hoje, não faz mais sentido porque não há mais todo esse fluxo", disse.

Mantega acrescentou que a rentabilidade das aplicações de renda fixa também caiu porque a taxa de juros é diferente de quando a medida o aumento do IOF foi estabelecido em outubro de 2010. Ele negou, no entanto, que o Tesouro esteja com dificuldade em vender seus papéis para investidores estrangeiros. "Estamos financiando muito bem a dívida brasileira, com tranquilidade e não tem essa preocupação".

Inflação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o assunto inflação vai sair de pauta porque ela caminha para patamares cada vez menores. Segundo o ministro, a retirada do IOF sobre aplicações de capital estrangeiro em renda fixa não tem como objetivo o combate à inflação porque a inflação é combatida de uma outra maneira.

"É bom que se diga que ela está caindo. O preço dos alimentos está caindo. A safra começou. Então daqui para frente a inflação será cada vez menor e não há essa preocupação", afirmou.

Segundo Mantega, a alta dos juros é uma instrumento para o combate à inflação, sobretudo para coordenar as expectativas e não incentivar aumentos indevidos de preços.

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