Isenções concedidas pelos EUA para aço são insuficientes, diz UE

A comissão da União Européia (UE) critica as isenções de tarifas do aço concedidas pelos EUA, aumentando a possibilidade de impor suas próprias sanções sobre os produtos norte-americanos. A medida do governo norte-americano de isentar a importação de alguns produtos europeus são "insuficientes", disse Anthony Gooch, porta-voz da comissão da UE. A comissão aconselhará os governos europeus na sexta-feira sobre a imposição de até 378 milhões de euros (US$ 378 milhões) em tarifas retaliatórias. Os ministros europeus das Relações Exteriores estudarão a recomendação na segunda-feira. Se forem aprovadas, as sanções entrarão em vigor no dia 1 de agosto. Em março último, o presidente norte-americano George W. Bush impôs tarifas de até 30% sobre a importação de boa parte de produtos de aço. A UE respondeu no mês passado, com a ameaça de impor tarifas sobre produtos dos EUA. Os americanos, por sua vez, na tentativa de amenizar as tensões, excluíram alguns produtos das tarifas de aço. Até agora, 247 produtos de aço receberam isenções, incluindo US$ 230 milhões em produtos europeus, disse Gooch. Contudo, os europeus ainda reclamam que as isenções representam apenas uma pequena parte dos 2,3 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões) afetados pelas sobretaxas impostas pelos EUA. Empresas européias como a Arcelor SA, Thyssen Krupp AG e a Corus Group PLC não se beneficiam necessariamente dessas exclusões. As isenções baseiam-se em certos tipos de aço que podem ser fornecidos por empresas de qualquer parte do mundo. "Essas isenções não destinam-se apenas às empresas européias", disse Gooch. Mais de 800 pedidos de exclusão sobre produtos de aço ainda estão pendentes. O Departamento do Comércio dos EUA revisará os pedidos até 31 de agosto. Outro possível acordo seria os EUA reduzirem as tarifas de outros produtos em vez do aço, disse Gooch, mas nenhuma proposta foi feita nesse sentido.

Agencia Estado,

17 de julho de 2002 | 11h40

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