Islândia eleva taxa básica de juros para 18%

Medida faz parte de acordo com FMI para empréstimo de US$ 2 bilhões.

Da BBC Brasil, BBC

28 Outubro 2008 | 14h27

O Banco Central da Islândia elevou a taxa básica de juros de 12% para 18%, em mais uma tentativa de conter o colapso financeiro do país, um dos mais atingidos pela crise mundial. O aumento foi anunciado menos de duas semanas depois de o país ter cortado a taxa de juros, que era de 15,5%. Segundo o presidente do Banco Central islandês, David Oddsson, o aumento desta terça-feira é parte do acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que emprestou US$ 2 bilhões à Islândia. Oddsson disse esperar que o aumento dos juros seja temporário e afirmou que a medida tem o objetivo de estabilizar a moeda do país, a coroa islandesa. "Com o colapso de três bancos e as duras medidas externas que se seguiram, o mercado de câmbio da Islândia ficou paralisado", diz um comunicado do Banco Central. Moeda Nesta terça-feira, a coroa islandesa voltou a ser negociada no mercado internacional depois de uma semana de paralisação. A moeda sofreu uma forte desvalorização em relação ao euro, que tinha o valor fixado oficialmente na segunda-feira em 152 coroas islandesas e passou a valer 240. As condições impostas pelo FMI aos países que socorre são freqüentemente alvo de críticas por incluírem a desvalorização das moedas e programas de austeridade. A economia da Islândia enfrenta dificuldades desde que o governo foi obrigado a assumir os três maiores bancos do país, atingidos pela crise de crédito. O primeiro-ministro Geir Haarde diz que o país precisa de outros US$ 4 bilhões e pediu ajuda ao Banco Central Europeu e ao Federal Reserve (Fed, como é chamado o Banco Central americano). "Não é um número preciso, não é um número científico, mas estamos trabalhando com esse patamar", disse Haarde em um encontro com líderes de países nórdicos. O primeiro-ministro islandês não disse quanto desse montante adicional espera obter de seus vizinhos nórdicos (Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca). "Eu não quero pressioná-los", acrescentou Haarde. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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