Islândia nacionaliza maior banco do país

Na quarta país assumiu controle da terceira maior instituição e no dia anterior nacionalizou a segunda

Efe,

09 de outubro de 2008 | 04h07

A Autoridade Supervisora Financeira Islandesa (FME) anunciou nesta quinta-feira, 9, a nacionalização do maior instituto creditício do país, o banco Kaupthing, uma medida que tem como objetivo evitar o colapso do país. No dia anterior, o governo assumiu o controle do terceiro maior banco local, o Glitnir, e um dia antes foi nacionalizado o segundo maior, o Landsbanki. Veja também:Após corte de juros pelos BCs, bolsas asiáticas fecham em altaBolsas européias reagem com decisão dos BCs de cortar jurosConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosAjuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economistaEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  O governo de Reykjavik ditou no começo da semana um decreto urgente no que se atribui a capacidade de nacionalizar os institutos bancários privados para evitar o colapso financeiro do país e a falência prática da Islândia. O FME assegurou em comunicado que os depósitos nacionais no Kaupthing estavam garantidos, graças ao decreto governamental aprovado na segunda-feira passada. "A nacionalização é um primeiro passo necessário para alcançar os objetivos marcados pelo governo e o Parlamento islandeses e assegurar um bom funcionamento do setor bancário nacional e os depósitos nacionais", assinalou a instituição. A medida foi tomada por iniciativa própria do Kaupthing, cuja direção renunciou em bloco, segundo um comunicado do banco. O presidente da direção do banco, Sigurdur Einarsson, afirmou que a situação financeira do Kaupthing era boa até há duas semanas, mas que os problemas de sua filial britânica tinham levado à situação atual. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou na quarta-feira que tomará "medidas legais contra as autoridades islandesas para recuperar o dinheiro perdido" pelos britânicos que depositaram suas economias em filiais de bancos islandeses no Reino Unido.

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