'Isso não é bom para o País', diz Miguel Rossetto

Pouco depois de o plenário da Câmara dos Deputados aprovar o projeto que amplia as possibilidades de terceirização, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência divulgou nota criticando o projeto

João Villaverde, RAFAEL MORAES MOURA E DANIEL CARVALHO , O Estado de S.Paulo

09 Abril 2015 | 02h02

Pouco depois de o plenário da Câmara dos Deputados aprovar o projeto que amplia as possibilidades de terceirização, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, divulgou nota em que alega que o texto "não é bom para o País". "O projeto é ruim, pois permite que toda relação de trabalho seja terceirizada, portanto, precarizada. Reduz os salários e os fundos de seguridade social. Não é bom para os trabalhadores. Não é bom para o País", disse Rossetto, o único do governo a se manifestar publicamente sobre a medida após a decisão dos deputados.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contou ter sido procurado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante a sessão em que o projeto que regulamenta a terceirização no País foi aprovado. "Ele me telefonou no meio da sessão. Não demonstrou discordância. Me pareceu bastante satisfeito com o conteúdo", afirmou Cunha após a votação.

Questionado sobre mais uma derrota do governo, ele disse que o fracasso foi do PT. "Acho que o líder do governo (José Guimarães, PT-CE) levou a posição do seu partido como se fosse uma posição de governo. Por isso, acho que o governo não foi derrotado", afirmou.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, considerou a aprovação do texto como "um avanço para empresas, trabalhadores e para a economia do Brasil". Em nota, a entidade caracterizou a medida como "indispensável" para a "melhora do ambiente de negócios e uma das mais importantes etapas para modernizar as relações de trabalho no Brasil".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.