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Itaipu abre comportas para liberar excesso de água no reservatório

Rio Paraná despeja quase 19 mil metros cúbicos de água por segundo, mas usina só consegue aproveitar 13 mil.

27 de junho de 2013 | 18h37

SÃO PAULO - Depois de permanecer fechado por vários meses, o vertedouro da usina hidrelétrica de Itaipu voltou a ser aberto para dispensar o excesso de água decorrente das chuvas dos últimos dias.

A abertura do vertedouro significa um alívio para o setor elétrico, depois de um longo período de estiagem preocupante em que usinas termoelétricas tiveram de ser acionadas para evitar desabastecimento.

Com as chuvas intensas, os reservatórios atingiram bons índices de armazenamento em boa parte do País. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o índice chega a 63%. No Sul, a situação é ainda melhor: 74,4%. No Nordeste, o volume é de quase 50%.

A vazão no encontro dos rios Iguaçu e Paraná, no Marco das Três Fronteiras (entre Brasil, Argentina e Paraguai),atingiu o volume recorde de 33 mil metros cúbicos por segundo na terça-feira, 25. A ultima vez que a vazão ultrapassou os 32 mil metros cúbicos por segundo foi em 1998.

A previsão dos técnicos da hidrelétrica binacional é a de que o Rio Paraná vai continuar despejando no reservatório um volume muito superior à média normal nos próximos dias. A vazão que está chegando é de 18,6 mil metros cúbicos de água por segundo, quando a média oscila entre 11 e 13 mil metros cúbicos por segundo.

Como as turbinas de Itaipu conseguem aproveitar no máximo 13 mil metros cúbicos de água por segundo, a água excedente é liberada pelo vertedouro, uma enorme rampa que termina em 'salto de esqui'.

A força da água provoca nuvens de água e vapor que se transformam em atração turística à parte em Foz do Iguaçu, a poucos quilômetros das famosas Cataratas do Rio Iguaçu (afluente do Rio Paraná poucos quilômetros abaixo da represa).

Desde a noite de segunda-feira, 24, Itaipu abriu a segunda calha do vertedouro. A primeira já estava aberta desde o dia 20. A terceira calha só é aberta quando a vazão fica acima de 30 mil metros cúbicos por segundo.

Por causa das chuvas, Itaipu colocou as populações ribeirinhas em estado de alerta. Na estação de medição da Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Ciudad del Este, no Paraguai, o nível está em 118 metros. A partir do nível 115 já ocorrem inundações.

O bairro paraguaio San Rafael, em Hernandárias, cidade vizinha de Ciudad del Este, está submerso. No lado brasileiro, a Vila Bancária e o Iate Clube Cataratas, na região do grande Porto Meira, correm o risco de sofrer inundações.

Nas Cataratas do Iguaçu, o volume de água atinge marcas históricas desde sexta-feira, 21 - entre oito e dez vezes mais que a vazão normal, de 1.200 metros cúbicos por segundo. No sábado, 22, o volume de água atingiu o pico de 14 mil metros por segundo.

No Parque Nacional do Iguaçu, por questão de segurança, foram interditadas as passarelas que dão acesso à Garganta do Diabo. No Parque Nacional Iguazú, na Argentina, também foi fechada a passarela de acesso à Garganta do Diabo e cancelada a travessia para a Ilha San Martin.

A cheia do Rio Iguaçu é provocada por intensas chuvas no Paraná, no inverno mais chuvoso dos últimos dois anos, principalmente no Litoral e na região de Curitiba, onde o rio nasce, e também na bacia do Rio Paraná. Há previsão de mais chuvas ao longo desta semana.

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