Itaipu diz que greve não afeta produção, mas irá à Justiça

A greve que os funcionários do lado brasileiro da Itaipu Binacional promovem nesta sexta-feira não comprometerá a produção da usina, responsável por fornecer 25% da energia consumida no Brasil e 90% no Paraguai. Contudo, a Itaipu informou que vai pedir hoje à Justiça que decrete a ilegalidade da greve. "Os serviços de geração de energia elétrica para o Brasil e para o Paraguai estão mantidos, bem como os aspectos de segurança da usina", afirmou hoje o diretor técnico da empresa, Antonio Otelo Cardoso. Segundo ele, todos os setores de operação da usina estão funcionando normalmente e a greve atinge mais áreas administrativas da hidrelétrica. O diretor afirmou que os funcionários discordam da proposta da empresa de conceder, a título de Participação nos Resultados (PR), o valor de uma remuneração mensal a todos os seus empregados, com um piso mínimo de R$ 3 mil líquidos. Cardoso diz que a empresa continua buscando superar a greve "com diálogo e o bom entendimento que sempre prevaleceu nas suas relações trabalhistas". Ele afirmou ainda que a proposta de Participação nos Resultados feita pela empresa está baseada nos limites financeiros da Itaipu, cujo orçamento é cotado em dólar, em virtude de suas características binacionais. O problema, segundo ele, é que a desvalorização da moeda norte-americana vem comprimindo as receitas da empresa, que já anunciou cortes de 15% em seu orçamento de custeio e investimentos. Quando Itaipu elaborou seu orçamento para este ano, o dólar estava em R$ 3,00 e hoje está abaixo de R$ 2,50. Para atender à reivindicação dos sindicatos, a Itaipu teria de aumentar a tarifa de repasse de sua energia para o sistema elétrico, penalizando o consumidor e provocando reflexos imediatos nos índices de inflação.

Agencia Estado,

06 Maio 2005 | 13h58

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