Itaipu investe US$ 5 milhões em segurança

A Itaipu Binacional está ampliando significativamente o aparato de segurança em torno da hidrelétrica, que possui mais de 12 mil megawatts (MW) de capacidade e é responsável pelo fornecimento de 23% da energia do País. A hidrelétrica investe cerca de US$ 5 milhões na aquisição de equipamentos para ampliar o controle do acesso às suas dependências, bem como monitorar a movimentação no lago formado pelo reservatório da hidrelétrica, informou o diretor-geral brasileiro da companhia, Antônio José Correia Ribas. Além disso, a empresa firmou, no último dia 11, convênio com a Polícia Federal visando a instalação de um Núcleo Especial de Política Marítima (Nepom), em Foz do Iguaçu (PR), onde está localizada a usina. O convênio prevê o policiamento ostensivo das vias navegáveis do reservatório da usina e do rio Paraná, com o objetivo de prevenir e reprimir o tráfico de drogas, o contrabando de armas e crimes ambientais na área do lago da usina.Pelo convênio, a empresa compromete-se a liberar R$ 2,5 milhões para equipar a PF com três lanchas para patrulha, um bote inflável e equipamentos de inteligência policial ? inclusive um misturador de vozes que impede a comunicação entre eventuais infratores. Esses recursos servirão de contrapartida para a liberação de financiamentos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a PF. A Itaipu Binacional vai liberar também outros US$ 100 mil para a construção de um prédio para o Nepom em Foz do Iguaçu.Ribas nega que o cuidado maior com a segurança da usina hidrelétrica esteja vinculado à escalada do terrorismo. "Já tínhamos esses projetos antes dos atentados em Nova York", disse ele. Ele reconheceu, contudo, que os atentados "aceleraram" os projetos. O diretor-geral de Itaipu Binacional, a hidrelétrica tem grande importância estratégica para o País. "Qualquer problema com o fornecimento de energia de Itaipu apaga o Brasil", disse ele. A eletricidade gerada pela hidrelétrica é responsável por 34% do consumo nos sistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul. EquipamentosA empresa recebeu na semana passada um dos principais novos equipamentos de segurança: um radar "capaz de detectar a presença de uma pessoa em um raio de 15 quilômetros", segundo Ribas. O radar, um BOR-A550, de fabricação alemã, será instalado voltado para a área do lago, no ponto mais alto da usina. O equipamento dispõe de câmera colorida e equipamento de visão noturna, capaz de detectar a aproximação de objetos por terra, água e ar. "Se houver um bote a 20 quilômetros, será detectado pelo radar, que mandará uma foto digitalizada para a central de segurança", disse ele. O radar custou à companhia US$ 688 mil.A empresa também irá proteger a "área industrial" da usina ? as instalações com os equipamentos de geração e transmissão de energia elétrica ? com quilômetros de cercas equipadas com sensores de presença. Além disso, está concluindo um novo sistema de segurança eletrônica interno, com um centro de controle e o monitoramento de toda movimentação de pessoal com crachás especiais para os funcionários. Os crachás passam por leitoras que somente permitem o acesso do profissional às áreas está autorizado. Além disso, a empresa monitorará a segurança interna por meio de 109 câmeras fixas e 13 móveis. O custo desses equipamentos chega a US$ 2,8 milhões. Leia mais sobre o setor de Energia no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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