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Itaipu poderá ser exemplo para acordos com o Peru

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o acordo fechado em 1973 entre Brasil e Paraguai para a construção de Itaipu - e que tem cláusulas questionadas hoje pelo país vizinho - poderá ser usado como base para um novo contrato, dessa vez, com o Peru. A ideia é construir 15 usinas hidrelétricas, com capacidade de 15 mil megawatts (MW). As cinco primeiras com capacidade para gerar 6 mil MW a partir de 2015 estão em discussão agora. "O acordo com o Paraguai é muito bom. Foi um contrato muito bem feito", disse o ministro após se reunir, no Rio, com o ministro de Hidrocarbonetos do Peru, Pedro Sanchez. Pouco depois, ele admitiu que ocorreram "falhas", que podem ser "melhor equacionadas" no novo contrato. A intenção é concluir o acordo até o fim de 2010. As cinco primeiras hidrelétricas, com investimento estimado entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, deverão ser financiadas pelas estatais de energia dos dois países (Eletrobrás, no caso do Brasil), e terão apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), "além de outras fontes", disse Lobão. Com o Peru, deve ficar 20% da energia gerada. O restante será entregue ao Brasil, que poderá consumi-la no mercado interno ou vender para países vizinhos. Lobão disse ainda que o Brasil deverá ficar responsável por licitações para linhas de transmissão em território nacional e o Peru ficará com as linhas em seu território. "Mas isso poderá ser estendido um pouco aqui, um pouco ali", comentou.Admitindo que o Brasil conta com uma série de problemas burocráticos para a liberação de licença ambiental, Lobão descartou que esse seja o motivo principal de o governo estar priorizando investimentos no Peru. "Temos problemas aqui, sim. Mas também temos energia e isso não está nos faltando. Temos interesses em construir usinas no Peru, na Argentina, no Paraguai. Essa é uma decisão geopolítica, diplomática com os países vizinhos", disse Lobão. O ministro peruano afirmou que a legislação ambiental em seu país é tão rigorosa quanto a brasileira, mas que as reações contrárias ao empreendimento em seu país já estão "quase superadas". Sobre a preocupação brasileira com o aumento da capacidade de geração de energia, apesar de não estar precisando no momento, Lobão disse que é preciso pensar à frente. "Em 30 anos teremos que dobrar a capacidade atual."

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