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Itália aprova incentivo à compra de carros novos

Reino Unido discute pacote semelhante; nos EUA, governo contrata especialista para formular resgate

Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado,

06 de fevereiro de 2009 | 11h38

O governo da Itália aprovou nesta sexta-feira medidas de estímulo no valor de 2 bilhões de euros (US$ 2,56 bilhões) que têm como objetivo aumentar as vendas de automóveis, disse uma fonte do governo do país. As medidas incluem incentivos "verdes" para motoristas trocarem seus carros velhos, dando-lhes um desconto que, segundo outra fonte do governo, pode chegar a 2 mil euros para a compra de automóveis menos poluentes. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise O Reino Unido, enquanto isso, discute um pacote semelhante, de acordo com o porta-voz do primeiro-ministro, mas o governo do país "ainda não está convencido" de que um esquema como esse será eficaz. "Estamos examinando isso" neste momento, afirmou.  O porta-voz disse ainda que o gabinete do primeiro-ministro Gordon Brown entrou em contato com a equipe do presidente da França, Nicolas Sarkozy, na manhã de hoje, após Sarkozy afirmar ontem que o corte do imposto sobre valor agregado no Reino Unido não fez nada para ajudar a economia britânica.  De acordo com o porta-voz, o gabinete de Sarkozy afirmou que a declaração "não teve como objetivo atacar" a decisão britânica.  EUA Também nesta sexta o governo dos Estados Unidos contratou o escritório de advocacia que representa a falida Lyondell Chemical Co. para ajudá-lo no resgate das montadoras General Motors e Chrysler, confirmou uma autoridade do Departamento do Tesouro. O escritório Cadwalader, Wickersham & Taft LLP já começou a trabalhar com o departamento, enquanto autoridades da Casa Branca continuam as discussões com as montadoras e suas fornecedoras.  As conversas incluem o Secretário do Tesouro, Timothy Geithner e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Lawrence Summers. Ainda não foi tomada nenhuma decisão para estender os programas do Tesouro que apoiam a indústria automotiva, disse a autoridade do Tesouro. Um grupo de comércio que representa centenas de fornecedores alertou na quinta-feira que "sem disponibilidade imediata de crédito, uma onda de falências de fornecedoras será inevitável nas próximas semanas e meses". A Associação de Fabricantes de Motores e Equipamentos e a Associação de Fornecedores de Equipamentos Originais disseram que não pediram formalmente recursos ao Tesouro, mas abordaram autoridades a respeito de acesso ao dinheiro do resgate federal. Os grupos propõem que o governo considere oferecer às fornecedoras acesso direto a financiamento por meio do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (TARP). Outras opções sugeridas incluem pressionar a GM e a Chrysler a pagar os fornecedores mais rapidamente e garantias do governo às quantias que GM, Chrysler e Ford devem para os fornecedores. A Ford não buscou ajuda do governo, enquanto GM e Chrysler receberam um pacote de empréstimos de US$ 17,4 bilhões e um prazo até 17 de fevereiro para enviar os planos de reestruturação.  O Cadwalader, Wickersham & Taft lista a reestruturação financeira como uma de suas áreas de especialidade e, no mês passado, ajudou a Lyondell Chemical a obter um dos maiores pacotes de empréstimo de falência da história dos EUA.

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